Brasil
10/05/2008 - 08h49

Enterro do corpo de Artur da Távola está previsto para as 16h no Rio

da Folha Online

O corpo do jornalista e ex-senador Artur da Távola (PSDB-RJ) deve ser enterrado às 16h deste sábado no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. O velório será no saguão Getúlio Vargas no palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa, a partir das 9h.

Távola morreu nesta sexta-feira aos 72 anos no Rio de Janeiro, em seu apartamento. Ele sofria de problemas cardíacos desde agosto do ano passado, quando esteve internado por longo período.

O corpo do jornalista passou a noite no apartamento em que morava no Leblon, zona sul da cidade.

Ele iniciou sua carreira política em 1960. Foi deputado estadual do PTN pelo antigo Estado da Guanabara. Dois anos depois se elegeu deputado constituinte pelo PTB. Cassado pelo regime militar, viveu na Bolívia e no Chile entre 1964 e 1968. No retorno ao Brasil, assumiu o pseudônimo de Artur da Távola (seu nome verdadeiro era Paulo Alberto Monteiro de Barros).

Foi um dos fundadores do PSDB, onde exerceu mandatos de deputado federal até 1995, e de senador (1995-2003). Em 2001, ocupou o cargo de secretário municipal de Cultura do Rio. Em 1988, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não foi eleito. Ele era o atual diretor da rádio Roquette Pinto, do governo do Estado.

Ele fazia o programa "Quem tem medo de música clássica", para a TV Senado. Também escrevia crônicas para o jornal "O Dia". O jornalista também teve programas na rádio MEC e na TV Cultura.

Nota

Em nota oficial, o PSDB lamentou a morte do ex-senador. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse que Artur da Távola era um dos "grandes homens públicos do seu tempo".

"Artur da Távola foi para a minha geração uma grande referência. Fui seu colega na Constituinte, e ele era dos formuladores, dos políticos brasileiros mais consistentes", disse Aécio.

"Fica aí uma lacuna muito grande, mas ficam, sobretudo, os seus exemplos e a capacidade que ele teve de conciliar uma militância política muito efetiva com uma densa e profunda atividade cultural. Então ele era um homem público diferenciado e por isso a sua perda é maior ainda para todos nós."

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca