Brasil
10/05/2008 - 10h22

Paulinho e seu advogado se contradizem sobre depósito

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da Folha Online

O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, entrou ontem em contradição com seu advogado, Antonio Rosella, ao explicar um depósito de R$ 37,5 mil feito pelo consultor da Força Sindical João Pedro de Moura, preso pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, na conta da organização não-governamental Meu Guri, presidida pela mulher do deputado, a também sindicalista Elza de Fátima Costa Pereira, informa neste sábado reportagem de Rubens Valente, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Em entrevista coletiva, o parlamentar reconheceu que Moura é consultor da direção estadual da Força Sindical de São Paulo, por meio de contrato com uma empresa cujo nome ele disse não saber.

Segundo a reportagem, na versão apresentada à imprensa pelo advogado do parlamentar, Antônio Rosella, Moura assinou em 2004 uma procuração pela qual concedeu a Elza o direito de vender um apartamento pertencente a ele no Jardim Aclimação, avaliado em R$ 100 mil.

Moura, segundo Rosella, queria que o valor da venda fosse revertido para a ONG. Entre 2004 e 2008, o apartamento não foi vendido e acabou gerando dívidas de R$ 37 mil com impostos e taxas de condomínio.

A Folha informa que, na versão do parlamentar, Moura teria feito um pagamento para a ONG com o fim exclusivo de pagar uma dívida. Mas a defesa apresentada pelo advogado é que o dinheiro ficou na conta do projeto, tratando-se de uma doação direta, sem relação com as dívidas.

A íntegra da reportagem está na Folha deste sábado, que já está nas bancas.

 

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