Brasil
11/05/2008 - 09h40

Declaração de Alckmin acirra divisão interna de tucanos

CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

A declaração do ex-governador Geraldo Alckmin de que só "mais adiante" definirá seu candidato para a sucessão presidencial acirrou ainda mais os ânimos no PSDB. À Folha, ele defendeu prévia para opção entre os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

No governo, foi encarado como um recado: o apoio de Alckmin dependerá da dedicação de Serra hoje.

Embora afirme que a entrevista de Alckmin foi "equilibrada", "pensada", o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, rejeita a prévia como instrumento de escolha. "Sou pela democracia representativa. A convenção é o mecanismo mais correto", disse.

O vereador Gilberto Natalini alfinetou: "Meu candidato em 2010 é o Serra".

Aloysio reagiu aos que o acusam da costura da aliança PMDB/DEM. "É uma estupidez." "O apoio do Quércia foi muito cobiçado. Pelo PT, pelo Alckmin, pelo Kassab. Mas o Kassab teve melhores condições. Havia interesses em comum."

Segundo aliados, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) viu na entrevista tentativas de depreciação, como dizer que tempo de TV não é tudo.

Comentários dos leitores
SAO PAULO / SP
Se os tucanos querem mesmo fazer algo de produtivo, devem se unir em um movimento para alterar a educação no estado de São Paulo. Quatro governos sucessivos do PSDB deram como resultado média 1,41 para o ensino médio oficial. Serra ficou por conta, tendo de arcar com a responsabiliadade dos governos anteriores de seu partido. Prometeu melhoria para 2.030, repetindo o espertalhão medieval que prometeu ao rei ensinar seu cavalo a falar em 10 anos. Cobrado por amigos, ele disse que, em 10 anos, ele, o cavalo ou o rei, alguém estaria morto. Como a média mínima para aprovação é nota 5,0, faltam 3,39 para o estado chegar lá. Em 22 anos, dá prá ter um aumento anual de 0,16. Parece que Serra não está agüentando a panela de pressão da disputa presidencial. Lula e Aécio agradecem, sensibilizados, o presente inesperado de um fim-de-semana da festa, em Brasília e em Belo Horizonte. E é prá já, sem precisar esperar até 2.030. sem opinião
avalie fechar
João Carlos (3) 16/05/2008 10h53
João Carlos (3) 16/05/2008 10h53
BRASILIA / DF
É interessante o modo como a Folha e outros órgãos da mídia paulista estão comentando - e lamentando - o acordo PT-PSDB em Minas. Chegam a vociferar e ridicularizar.
Por que?
Só há uma explicação. O acordo rompe, definitivamente, com a visão provinciana de que a política brasileira acontece no confronto exclusivamente paulista entre PT-PSDB.
4 opiniões
avalie fechar
geraldo alex silva jardim (3) 16/05/2008 10h13
geraldo alex silva jardim (3) 16/05/2008 10h13
TEOFILO OTONI / MG
acho que um pouco de sensatez faria muito bem ao pt nacional ou melhor chama-lo de pt paulista. pois como bem colocou a senadora ideli, os considerados grandes nomes do pt de bh, todos se acovardaram diante da candidatura, com interesses puramente pessoais, em virtude das eleiçoes 2010. o que bh e não o governador esta propondo é a união em favor do povo e não, a favor de manutenção de poder nas mãos de partidos. o pt paulista tem de entender isto, o povo, a cidade , tudo isto é maior que os partidos. alianças em beneficio do povo tem de serem privilegiadas contra cobchavos de partidos. 5 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2403)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca