Servidor que vazou o dossiê pede afastamento do governo, diz Jucá
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O secretário de controle interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, colocou o cargo à disposição do governo, informa o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele foi acusado de vazar o dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes.
Oficialmente, a Casa Civil não confirma o pedido de desligamento do secretário --embora Jucá tenha revelado a decisão do secretário. "O funcionário pediu afastamento. Cabe à Casa Civil responder [ao seu pedido]. Ele não tem mais confiança para se manter em qualquer cargo no governo Lula", disse Jucá.
| Reprodução |
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| José Aparecido Nunes, funcionário da Casa Civil, é suspeito de ser o autor do vazamento |
O senador afirmou que o governo está disposto a aprovar a convocação de Aparecido na CPI dos Cartões Corporativos para explicar o vazamento do dossiê.
Jucá disse que o governo "não tem nada a temer" no depoimento do servidor --embora o Aparecido tenha revelado a interlocutores que está disposto a "contar tudo" para não ser responsabilizado isoladamente pelo dossiê.
"A base aliada defende que tanto o José Aparecido quando o André prestem depoimento à CPI. Queremos que tudo seja apurado", afirmou. Jucá afirmou, no entanto, que a oposição tem que ser responsabilizada pelo vazamento do dossiê --uma vez que Dias teria repassado o material para a imprensa.
Acusações
Na opinião de Jucá, a oposição deve explicações porque manteve sob sigilo o nome dos responsáveis pelo vazamento do dossiê à imprensa. "Eu acho que quem tem que explicar è a oposição, que todo tempo posou como se não soubesse dessa história. No depoimento da ministra Dilma Rousseff [Casa Civil] no Senado, eu não vi nenhum membro da oposição questioná-la sobre isso. Se alguém se omitiu, foi a oposição, não o governo", disse.
A oposição, por sua vez, afirma que não pode ser responsabilizada pelo vazamento do dossiê à imprensa --uma vez que o crime estaria na confecção do material. "O vazamento ocorre na origem, lá no Palácio do Planalto, não aqui no destino. Me considero alguém que denuncia o crime, a falcatrua. Adotei a forma mais adequada para a denúncia, cabe a mim decidir como denunciar", afirmou Dias.
Apesar de defender Aparecido, Jucá disse que o secretário da Casa Civil deve responder criminalmente se ficar comprovado que efetivamente vazou o material para a oposição. Mas usou o argumento de que os documentos podem não ser sigilosos --o que não configuraria crime no seu vazamento --de acordo com a interpretação da legislação atual.
"Se houve crime, deve responder pelo crime. O que se discute é que, pela legislação, com cinco anos os documentos deixam de ser sigilosos. Houve quebra de confiança do funcionário, mas a oposição vazou essa informação", disse Jucá.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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