Oposição quer ouvir Dilma na CPI; base tenta trazer Álvaro Dias e seu assessor
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Na tentativa de evitar desgastes políticos com o vazamento de informações do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), governo e oposição deflagraram uma disputa aberta na CPI dos Cartões Corporativos. Os governistas defendem a convocação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e de seu assessor, André Fernandes, enquanto a oposição quer ouvir a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o secretário de controle interno do órgão, José Aparecido Nunes Pires.
O secretário é acusado de vazar o dossiê anti-FHC para Fernandes, que teria repassado o material ao senador tucano. Dilma, por sua vez, é apontada pela oposição como "mentora" do dossiê --que teria sido confeccionado ao seu pedido pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra.
O deputado Nilson Mourão (PT-AC) protocolou nesta segunda-feira requerimento de convocação para Dias se explicar na comissão, apesar de ser um dos seus membros suplentes. A oposição também promete, amanhã, apresentar novo requerimento para que Dilma preste depoimento na CPI --uma vez que já há pedidos para a convocação dos servidores envolvidos no episódio.
A estratégia dos governistas é centrar as acusações sobre a divulgação do dossiê à imprensa, o que teria ocorrido por intermédio de Dias. "Eu acho que quem tem que explicar é a oposição, que todo tempo posou como se não soubesse dessa história", acusou o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
A oposição, por outro lado, insiste que Dilma mentiu durante depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado ao negar a existência do dossiê anti-FHC. Por este motivo, senadores do DEM e PSDB defendem a nova convocação da ministra.
"A ministra já sabia, eu não tenho nenhuma dúvida disso. Quando ela sentou na cadeira para prestar depoimento já tinha conhecimento que o nome do seu assessor seria divulgado. Para mim, ela tem que ser enquadrada em crime de responsabilidade", defendeu o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
Em meio à disputa, a oposição admite que não terá votos suficientes para aprovar a convocação de Dilma. Por esse motivo, Virgílio espera que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado --onde governo e oposição tem maior correlação de forças-- aprove esta semana a convocação da ministra.
Blindagem
A estratégia do governo e da oposição é "blindar" Dias e Dilma nas investigações, ao contrário do que pretendem fazer com Aparecido e Fernandes. Jucá disse que os governistas aceitam aprovar a convocação do secretário da Casa Civil para que ele explique como repassou as informações ao assessor de Dias.
O tucano, por sua vez, também disse concordar com o depoimento de Fernandes à CPI porque seu servidor "não tem nada a esconder" no episódio. Mas não se mostrou disposto a depor pessoalmente na comissão.
"O vazamento ocorre na origem, lá no Palácio do Planalto, não aqui no destino. Me considero alguém que denuncia o crime, a falcatrua. Adotei a forma mais adequada para a denúncia, cabe a mim decidir como denunciar", reagiu Dias.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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