Lula quer pagar diárias a ministros para controlar gastos e acabar "com sacanagens"
KAREN CAMACHO
editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que quer retomar o pagamento de diárias no governo federal como já fez em sua gestão como presidente do Sindicado dos Metalúrgicos do ABC. Em evento que comemora 30 anos da greve na Scania, em São Bernardo (Grande São Paulo), Lula citou um ex-diretor do sindicato --Mariano Palma Vilalta-- que na época cuidava da área fiscal.
"Ele [Vilalta] brigou tanto para que as notas do sindicato estivessem em dia que me obrigou a instituir as diárias no sindicato, coisa que eu quero fazer no governo federal para acabar com as sacanagens", afirmou.
O presidente Lula lembrou durante o evento das manifestações de trabalhadores na época das greves no fim da década de 70 e começo da década de 80 e afirmou que foi um momento importante para a redemocratização do país. Além de Lula, participam do evento os ministros Luiz Marinho (Previdência) e Marta Suplicy (Turismo), além de prefeitos petistas, diretores e ex-diretores do sindicato.
Em março, durante depoimento à CPI dos Cartões Corporativos, o ministro Jorge Hage (Controladoria Geral da União) disse que o presidente Lula deve editar decreto para restabelecer as diárias.
Na opinião de Hage, as diárias pagas diretamente aos ministros são a melhor alternativa para garantir transparência nos gastos públicos.
O governo ainda vai definir os valores que serão fixados nas diárias dos ministros. A expectativa é que elas fiquem em torno de R$ 415 para os ministros em viagens nacionais. No modelo atual, os ministros recebem diárias somente em viagens oficiais para fora do país.
Ao estabelecer o retorno das diárias, o governo pretende evitar gastos irregulares como os que foram feitos com os cartões corporativos em 2007.
Criados em 2001 para pagar despesas como compra de material, prestação de serviços e diárias de servidores em viagens, os cartões corporativos foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e em free shop, segundo reportagem da Folha publicada no dia 23 de janeiro.
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Aumenta o Bolsa Família em 8%, acima da inflação.
Um programa eleitoreiro, que estimula aos que se conformam em viver na miséria, sim porque, os que se sujeitam receber essa esmola por tempo indeterminado, por absoluto conformismo, jamais será alguém na vida.
Essa esmola eleitoreira é um péssimo exemplo ao país, é um incentivo ao trabalho sem carteira assinada, e tudo as custas do dinheiro suado de quem trabalha.
O PT que sempre defendeu a divisão de rendas, faz com que o país assista o crecismento de novos milionários neste país, são poucos com muito, vivendo da especulação, em detrimento de muitos que trabalham e que pagam as contas.
Assistimos micro-empresários lutando arduamente para manter as portas abertas, quase pagando para trabalhar, com margem reduzida de lucro, em consequência da carga tributária escabrosa, intolerável.
Por outro lado, quem nunca contribuiu com um único centavo sequer, é privilegiado com o assistencialismo eleitoreiro do bolsa familia, ou com aposentadorias dos companheiros invasores do MST.
A regulamentação da tributação sobre riquezas prevista na constituição está como sempre esteve: Aguardando!
Só quero ver o que o PT dirá em suas propagandas políticas para as próximas eleições, qual será a desculpa oferecida, pois para àqueles que tanto ajudam no crescimento deste país, trabalhando arduamente, não mais acreditam em nenhuma desculpa sequer desse partido de ideologias baratas.
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Quanta decepção, quem poderia imaginar que o PT hoje pudesse tolerar todos os desmandos com o dinheiro do povo.
Nossas instituições democráticas estão totalmente abaladas.
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