PGR denuncia ex-ministro, dois governadores e mais 58 por máfia das obras
da Folha Online
Atualizado às 18h02
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra 61 acusados de envolvimento com a máfia das obras, desarticulada pela Operação Navalha, da Polícia Federal. Entre os denunciados estão o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), os governadores Teotônio Vilela (PSDB-AL) e Jackson Lago (PDT-MA), e os ex-governadores João Alves Filho (DEM-SE) e José Reynaldo Tavares (PSB-MA).
O dono da empresa Gautama, Zuleido Veras, também denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República), é acusado de liderar o esquema de pagamento de propinas para autoridades públicas.
Os acusados foram denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, fraudes em licitações e crimes contra o sistema financeiro.
A Procuradoria trabalha na denúncia desde maio de 2007, quando a PF deflagrou a operação.
A quadrilha atuava no Distrito Federal e em nove Estados --Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São Paulo-- infiltrada nos governos federal, estadual e municipal.
Segundo a PF, a quadrilha desviou recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes).
Para obter vantagem nas licitações para obras públicas, a empresa pagava propina e dava presentes para as autoridades envolvidas.
Outra lado
A assessoria do governador Teotônio Vilela disse que ele vai se manifestar somente quando for notificado e receber cópia da denúncia, o que ainda não ocorreu. Segundo assessoria, o governador tem "total interesse" em esclarecer os fatos e mostrar não tem ligação com o esquema denunciado pela PGR.
O governador Jackson Lago divulgou nota na tarde desta terça-feira na qual ressalta que tomou conhecimento da denúncia com "surpresa e indignação". Segundo o governador, seu nome fora mencionado indiretamente em ligações telefônicas de terceiros.
Segundo Lago, as "ilações feitas à ocasião foram amplamente esclarecidas à Justiça e à opinião pública". O governador explicou que os pagamentos do governo à construtora Gautama, no início da sua gestão, são referentes a obras já realizadas, atestadas e contratadas antes de sua posse.
"O povo do Maranhão, que me conhece, sabe que o ônus político de mais esta infâmia será pequeno diante da missão que me confiou de libertar o Maranhão do atraso", afirma o governador na nota.
O ex-ministro Silas Rondeau não foi localizado pela reportagem para comentar o assunto.
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Especial



Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos... Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
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O que o Senador Garibaldi está fazendo em relação a Efraim Morais, nada mais é do que a prática cotidiana de protecionismo entre os parlamentares, onde demonstra haver um acordo mútuo de que não se apure nada e quando houver apuração, o resultado já é conhecido, pois temos um claro e recente exemplo do Senador Renam Calheiros, onde o Conselho de Ética, por duas vezes emitiu parecer de que houve quebra de decoro parlamentar, no entanto o plenário o absolveu.
Pelo visto, este pode ser um dos motivos de que o Senador Garibaldi não quer que se apure nada; apesar de que, em assim agindo, não está seguindo as normas da casa.
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O dinheiro suado de nossos impostos foi maculado, desviado e roubado, o povo quer que seja feita a justiça. O Senador Garibaldi, não tem autorização popular para fazer vistas grossas e dar perdão a ninguem! Não foi investido com esse poder. O povo quer que a mesma justiça aplicada com rigos a nós pobres mortais pagadores suados de impostos, seja equanimemente aplicada ao Senador Efraim. Ninguem pode ser mais intocável neste país, seja quem for! Só Deus e Jesus Cristo são intocáveis, o restante, e todo o mundo, precisa responder por seus atos ante a justiça! Não a impunidade!
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