Centro da Força e Prefeitura de SP trocam acusações sobre perseguição e sabotagem
colaboração para Folha Online
O CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador) da Força Sindical acusa a Prefeitura de São Paulo de tentar acabar com as unidades da Liberdade (região central) e de Santo Amaro (zona sul). O centro reclama da demissão de 30 funcionários.
"Para nós, funcionários do centro, esta lista tem motivação política", afirmou o CST em nota oficial. Ainda de acordo com a nota, a prefeitura deveria manter um quadro de 250 funcionários, mas só teria 167.
A Secretaria Municipal do Trabalho, rebateu as críticas ao afirmar que os funcionários demitidos serão substituídos por pessoas com deficiência física para atender as cláusulas de um contrato que exige que 60% dos trabalhadores sejam portadores de deficiência. A secretaria também afirma que a lista de demitidos foi elaborada por Enoch Romano, integrante da Força Sindical.
"Em todas as unidades, a substituição de funcionários por pessoas com deficiência aconteceu sem problemas ou prejuízos ao atendimento à população, exceto na unidade Liberdade, localizada no Centro da Cidade", afirma a secretaria. "Os funcionários demitidos haviam sido indicados por Enoch Romano, integrante da Força Sindical.
A secretaria também acusa a Força de desligar o sistema de cadastramento de vagas de emprego ao Sine (Sistema Nacional de Empregos) localizado em um computador instalado no prédio da entidade. "Esse computador-servidor foi desligado na tarde de segunda-feira, impedindo a atualização das informações sobre vagas", diz a secretaria em nota oficial.
Por essa razão, a prefeitura foi à polícia lavrar um boletim de ocorrência pedindo a investigação de uma "aparente ocorrência de sabotagem ao serviço" e "eventual atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública".
"Apesar do problema, o atendimento em cinco dos sete CATs continua sendo feito, mas as unidades Liberdade e Santo Amaro, na Zona Sul da Cidade, conveniadas com entidades ligadas à Força Sindical, estão paralisadas", afirma a secretaria.
Em entrevista concedida hoje, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que vai recorrer ao Ministério do Trabalho. "Faço aqui um apelo ao ministro do Trabalho, o ministro [Carlos] Lupi, para que seja religado esse servidor. Ele com certeza ainda não tem essa informação, nós vamos informá-lo".
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Em São Paulo não é diferente, tanto que para lá estáo se dirigindo ministros que são do Rio Grande do Sul e que nada tem a ver com a municipalidade paulistana.
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