Após demissão de Marina, presidente do Ibama coloca cargo à disposição
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis), Bazileu Margarido, colocou o cargo à disposição do governo nesta terça-feira após o pedido de demissão da ministra Marina Silva (Meio Ambiente). Segundo a assessoria de imprensa do Ibama, o presidente deve permanecer no cargo até fazer a transição para o substituto que for escolhido pelo governo federal.
O presidente do órgão ficou por um ano no cargo, depois de ser indicado por Marina para assumir o Ibama em meio às mudanças implantadas pelo governo no Ministério do Meio Ambiente. Em maio do ano passado, o governo decidiu dividir o Ibama com a criação do Instituto Chico Mendes --que ficou responsável pelas unidades de conservação da natureza e por programas de pesquisa da biodiversidade. O Ibama, por sua vez, ficou com a atribuição de conceder licenças ambientais.
O presidente do Instituto Chico Mendes, João Paulo Capobianco, também teria colocado o seu cargo à disposição do governo --mas o Ministério do Meio Ambiente não confirma oficialmente a informação. Além de presidente do instituto, Capobianco é secretário-executivo do ministério.
A ministra encaminhou nesta terça-feira carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em caráter irrevogável, após sucessivos embates com outros ministros pela preservação das políticas ambientais em detrimento da execução de obras públicas.
Um dos embates mais emblemáticos foi entre Marina e Dilma Rousseff (Casa Civil) durante a execução das obras iniciais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) --quando Marina se mostrou contra a autorização para que parte das obras fossem realizadas por agredirem o meio ambiente.
Repercussão
A base aliada do governo no Congresso lamentou a decisão de Marina deixar o cargo com o argumento de que será 'difícil' para o presidente Lula encontrar um nome para substituí-la na pasta.
"A Marina representa orgulho e referência de vida pública, sai de cabeça erguida honrando cada segundo do exercício do seu mandato", disse o senador Tião Viana (PT-AC).
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse que Marina será recebida de "braços abertos" no seu retorno à Casa Legislativa depois de permanecer por seis anos no Poder Executivo. Já o senador Sibá Machado (PT-AC), suplente de Marina no Senado, disse acreditar que "chegou a sua hora" de retornar ao Legislativo.
"Eu posso entender que a ministra tem as suas razões pessoais. Acho que essa missão ela cumpriu muito bem", enfatizou Sibá ao afirmar que deixará o Senado no momento em que a exoneração da ministra for publicada no Diário Oficial da União.
A oposição também distribuiu elogios à condução do Ministério do Meio Ambiente por Marina nos últimos seis anos. "O governo perde uma figura pública de excelente nível. Agora, terá que explicar a saída da ministra no momento em que as atenções do mundo inteiro estão voltadas para a questão do desmatamento na Amazônia", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
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A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
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