Brasil
13/05/2008 - 21h51

Lula evita recuo na escolha de Minc e avalia a indicação de Jorge Viana

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Pressionado por setores do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta evitar o recuo na decisão de nomear Carlos Minc como substituto de Marina Silva, no Ministério do Meio Ambiente. Minc é secretário do Ambiente do Estado do Rio.

Os chamados petistas históricos insistem na indicação do ex-governador do Acre Jorge Viana, que é irmão do vice-líder do PT no Senado, Tião Viana (AC), para ocupar o cargo no governo federal.

Sem uma solução para o impasse, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), deve pedir ajuda amanhã ao presidente nacional do seu partido, deputado Michel Temer (SP), e ao líder da bancada na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Temer e Alves foram convidados para um jantar com Cabral amanhã.

A Folha Online apurou que Cabral vai apelar ao comando do PMDB para que apóie o nome de Minc como substituto de Marina Silva. Paralelamente, o governador recomendou que Minc, mantivesse sua agenda de trabalho e viagem à França, como estava previsto.

Impressões

Ontem, de acordo com interlocutores, Lula ficou impressionado ao receber relatos detalhados com as ações de Minc na Secretaria Estadual do Meio Ambiente no Rio. Mas na prática a nomeação de Minc também pode facilitar o acordo político que une o PT e o PMDB em torno da candidatura de Alessandro Molon (PT) para a prefeitura. A negociação sofre restrições tanto de petistas como também de peemedebistas.

No entanto, a ida de Minc para o Meio Ambiente, no lugar de Marina Silva, pode mostrar que Lula e Cabral estão afinados no discurso e nas ações.

Sem consenso na base de apoio, Lula determinou a seus assessores diretos que informem não ter ocorrido convite algum. Oficialmente, a informação é que não há substituto e que o nome dele (ou dela) não tem data para ser definido.

Aliados de Lula trabalham em favor de Viana, apontado como um de seus mais fiéis companheiros e um dos fundadores do PT. Também consideram importante o fato de Viana ser do Norte do país e integrar um Estado que faz parte da Amazônia Legal --que reúne nove Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e, parte do Maranhão.

Comentários dos leitores
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Shouthem Brazil Lumber & Colonization Company do norte-americano Percival Faquhar, recebeu do governo brasileiro autorização para colonizar Paraná e Santa Catarina.
A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
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Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
CURITIBA / PR
Desmatar a floresta Amazônica para tirar madeira de lá é sinal de que o Brasil é realmente um país muito PRIMITIVO! Explorando a floresta de um modo inteligente,realizando pesquisas, descobrindo medicamentos, se ganharia muito mais dinheiro, cultura e tecnologia!!! A floresta tem um potencial imenso, que é jogado no lixo cada vez que uma árvore cai... pra quê? Para retirar madeira de lá? Usem a Amazônia do modo correto, preservando, utilizando sem destruir. Se isso for feito,ela sempre estará lá, para gerar novos recursos. Se continuarem derrubando a floresta apenas, uma hora a fonte vai secar. Vai chegar o tempo emq ue apenas ter dinheiro não será o suficiente para sobreviver, o meio ambiente vai mostrar isso, como já está fazendo... Senadores,deputados, Sr.Presidente...estamos d eolho nas vossas ações!!! 2 opiniões
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Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
quero ser legal, juro que quero trabalhar legalmente, mais protocolei uma LAU, na região amazonica, para exploração de um projeto de manejo de 618 (seiscentos e dezoito hectares), que daria por volta de 21.000 m/3 de madeira legalizada, explorada como quer os bambis ambientalistas, mas até agora nem começou a andar o projeto, depois como quererm que os fazendeiros trabalhem honestamente, sejam honestos com nós e seremos o mesmo, já já
não aguento mais financeiramente, por que fica caro manter a área, e vou desmato tudo e jogo semente de capim, não está me restando outra alternativa
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