Brasil
14/05/2008 - 09h37

Diálogo telefônico menciona pagamento a Paulinho

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da Folha Online

Em diálogo telefônico interceptado pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza, o empreiteiro Manuel Fernandes de Bastos Filho, o Maneco, apontado pela PF como o "coordenador do esquema" de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), descreveu uma suposta divisão de R$ 2 milhões que deveria incluir o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), informa nesta quarta-feira reportagem de Rubens Valente, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo a reportagem, Maneco, também apontado pela PF como dono de uma casa de prostituição nos Jardins, está foragido desde o último dia 24. Contra ele há um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal.

A Folha informa que, no dia 9 de janeiro passado, Maneco manteve uma conversa de 22 minutos com Jamil Issa Filho, ex-secretário de Urbanismo da Prefeitura de Praia Grande (SP), tomadora de um empréstimo no BNDES. O banco teria liberado uma parcela de R$ 20 milhões.

O advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o empreiteiro, disse que seu cliente era remunerado pelo consultor Marcos Vieira Mantovani, da empresa Progus, pois "apresentava pessoas" interessadas em trabalhar com contratos de empréstimos tomados no BNDES.

"Ele, através dessa empresa Progus, fazia intermediações legítimas junto ao BNDES, prestava serviços à Progus pelos quais apresentava clientes. E teria participação, em tese, nessa atividade que ele considera legítima", disse.

Pacheco disse ainda que Bastos Filho não é dono da boate W.E., e que apenas teria emprestado R$ 250 mil para os proprietários, Edson e Washington Napolitano.

Já Paulinho tem negado qualquer participação em supostos esquemas de desvio de recursos. Na semana passada, disse ser vítima de uma "armação política".

A íntegra da reportagem está na Folha desta quarta, que já está nas bancas.

 

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