Brasil
14/05/2008 - 12h07

Tarso descarta vitória do grupo de Dilma com demissão de Marina Silva

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta quarta-feira não acreditar que a demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente seja uma vitória da ala "desenvolvimentista" --grupo da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)-- do governo federal frente aos que defendem o meio ambiente.

Ele também avalia que a saída de Marina não vai trazer prejuízos à defesa do meio ambiente na reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima.

"A missão de qualquer ministro é compatibilizar essas duas questões [meio ambiente e desenvolvimento], que é o que a ministra Marina vinha fazendo e, em um determinado momento, achou que não era a pessoa mais adequada para continuar fazendo. Essa compatibilização do desenvolvimento sustentável com o crescimento econômico é uma questão universal."

Tarso disse que o presidente Lula vai definir entre Carlos Minc, secretário estadual do Meio Ambiente do Rio, e Jorge Viana, ex-governador do Acre, quem será o substituto de Marina no ministério.

No entanto, em entrevista concedida à TV Globo em Paris, Minc disse hoje que foi orientado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a recusar o convite. "Eu disse para Sérgio Cabral que a Marina tinha pedido a carta [de demissão do ministério] e a manifestação que ele me falou é: 'o Lula vai me ligar e você me promete [que se ele te convidar para compor o governo federal] que você não vai para a Brasília'. E eu prometi de pés juntos que não vou para Brasília. É essa a posição."

Na avaliação do ministro, os dois são nomes "do mais alto gabarito", embora a ex-ministra vá fazer muita falta ao governo.

"Ela é uma pessoa capaz, extraordinária, de respeito nacional e internacional. É do juízo de conveniência do presidente aceitar ou não um pedido de demissão e ele aceitou. Tenho convicção de que ele colocará em seu lugar uma pessoa que esteja à altura da missão que a ministra vinha cumprindo muito bem."

Tarso disse acreditar que Minc e Viana têm capacidade para dar continuidade à linha de atuação conduzida por Marina no ministério, com o mesmo "grau de responsabilidade" adotado por ela.

Comentários dos leitores
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Shouthem Brazil Lumber & Colonization Company do norte-americano Percival Faquhar, recebeu do governo brasileiro autorização para colonizar Paraná e Santa Catarina.
A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
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Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
CURITIBA / PR
Desmatar a floresta Amazônica para tirar madeira de lá é sinal de que o Brasil é realmente um país muito PRIMITIVO! Explorando a floresta de um modo inteligente,realizando pesquisas, descobrindo medicamentos, se ganharia muito mais dinheiro, cultura e tecnologia!!! A floresta tem um potencial imenso, que é jogado no lixo cada vez que uma árvore cai... pra quê? Para retirar madeira de lá? Usem a Amazônia do modo correto, preservando, utilizando sem destruir. Se isso for feito,ela sempre estará lá, para gerar novos recursos. Se continuarem derrubando a floresta apenas, uma hora a fonte vai secar. Vai chegar o tempo emq ue apenas ter dinheiro não será o suficiente para sobreviver, o meio ambiente vai mostrar isso, como já está fazendo... Senadores,deputados, Sr.Presidente...estamos d eolho nas vossas ações!!! 2 opiniões
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Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
quero ser legal, juro que quero trabalhar legalmente, mais protocolei uma LAU, na região amazonica, para exploração de um projeto de manejo de 618 (seiscentos e dezoito hectares), que daria por volta de 21.000 m/3 de madeira legalizada, explorada como quer os bambis ambientalistas, mas até agora nem começou a andar o projeto, depois como quererm que os fazendeiros trabalhem honestamente, sejam honestos com nós e seremos o mesmo, já já
não aguento mais financeiramente, por que fica caro manter a área, e vou desmato tudo e jogo semente de capim, não está me restando outra alternativa
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