Jorge Viana não confirma convite de Lula e segue para a casa de Marina
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Cotado para assumir o Ministério do Meio Ambiente, o ex-governador do Acre Jorge Viana (PT) não quis confirmar se recebeu nesta quarta-feira o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o lugar de Marina Silva. Viana se reuniu hoje com Lula no Palácio do Planalto, em Brasília. "Foi uma conversa de amigo", disse Viana se referindo ao encontro com Lula.
Viana não adiantou se pretende aceitar o cargo caso tenha sido convidado. O ex-governador ficou por alguns minutos no gabinete do irmão, senador Tião Viana (PT-AC), e seguiu para a casa de Marina, com quem vai se encontrar nesta tarde.
A Folha Online apurou que Viana viajou de Rio Branco (AC) para Brasília na madrugada de hoje. Ontem, o presidente falou por telefone com o ex-governador, sondando-o sobre a possibilidade de integrar o ministério.
Para setores históricos do PT, a indicação de Viana satisfaz aqueles que defendem as causas ambientais e também a valorização da Amazônia. É que, como ex-governador do Acre --um dos nove Estados da Amazônia Legal--, ele é apontado como autoridade que conhece os problemas reais da região.
Na manhã desta quarta-feira, Carlos Minc (PT-RJ), secretário estadual de Meio Ambiente do Rio, negou a possibilidade de substituir Marina Silva. Segundo Minc, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), teria orientado-o a recusar um eventual convite.
Marina Silva pediu demissão do cargo ontem por meio de uma carta enviada a Lula. A atitude da ex-ministra desagradou o presidente, que considerou a forma inadequada, pois teria ocorrido um excesso de divulgação.
Ela entregou seu pedido de demissão em uma carta, na qual reclama da resistência que enfrentou no governo e da falta de sustentação política. "Vossa Excelência é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade", disse.
"Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para agenda ambiental."
Ministérios
Marina vinha entrando em conflitos com outros ministérios, como a Casa Civil e a Agricultura, em casos e questões que opõem proteção ambiental a interesses econômicos.
O mal-estar entre Marina Silva e Dilma Rousseff (Casa Civil) começou em julho do ano passado, por conta das negociações em torno do edital para as concessões do leilão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO).
Com o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), o desentendimento girava em torno do plantio de cana. Para Marina, Stephanes incentiva o plantio de cana em áreas degradadas da Amazônia, do Pantanal e da mata atlântica.
Recentemente, Marina teria ficado descontente com a nomeação de Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para coordenar o PAS (Plano Amazônia Sustentável).
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A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
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