Estrada de ferro de Carajás está interditada por causa de invasão, diz Vale
colaboração para a Folha Online
A Vale informa que a EFC (Estrada de Ferro Carajás), localizada em em Parauapebas (836 km de Belém), permanece interditada nesta quarta-feira em conseqüência de ações de garimpeiros que invadiram o local ontem.
A empresa enviou comunicado dizendo que a estrada de ferro não está em condições de operar por causa de "atos de vandalismo praticados pelos invasores". A Vale obteve mandado de reintegração de posse da estrada de ferro na noite de ontem.
A Vale afirmou que os invasores, que estariam sob a liderança do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), retiraram grampos que fixam os trilhos ao solo em um trecho de mais de 200 metros de extensão; cortaram cabos de fibra ótica que passam pelos fios, o que interrompeu a comunicação via celular de Carajás; atearam fogo a pneus sobre o trilho, o que danificou dormentes; e levantaram trilhos com macacos hidráulicos.
A empresa afirma que essas ações representam risco à operação de trens e coloca a segurança dos passageiros em risco. A Vale contabilizou, entre os prejuízos da invasão, que 285 mil toneladas de minério de ferro deixam de ser transportadas por causa dos danos à estrada de ferro.
Em seu comunicado, a Vale afirma que as invasões são usadas como instrumento de pressão. "A ação do MST demonstra que esse tipo de prática criminosa será mantida até que os governos federal e do Estado do Pará tomem as medidas necessárias para a solução definitiva do problema", diz o texto.
Leia mais
- Garimpeiros invadem estrada de ferro de Carajás, diz Vale
- Garimpeiro de Serra Pelada é assassinado com 13 tiros
- MST deixa propriedade da Ambev e invade fazenda em Iaras (SP)
- MST invade usina, ocupa pedágios e desafia a Vale
- MST realiza ações em 15 Estados e no DF para lembrar 12 anos do massacre de Carajás
- MST monta acampamento próximo a estrada de ferro da Vale no Pará
Especial

