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Brasil
14/05/2008 - 15h43

Estrada de ferro de Carajás está interditada por causa de invasão, diz Vale

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colaboração para a Folha Online

A Vale informa que a EFC (Estrada de Ferro Carajás), localizada em em Parauapebas (836 km de Belém), permanece interditada nesta quarta-feira em conseqüência de ações de garimpeiros que invadiram o local ontem.

A empresa enviou comunicado dizendo que a estrada de ferro não está em condições de operar por causa de "atos de vandalismo praticados pelos invasores". A Vale obteve mandado de reintegração de posse da estrada de ferro na noite de ontem.

A Vale afirmou que os invasores, que estariam sob a liderança do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), retiraram grampos que fixam os trilhos ao solo em um trecho de mais de 200 metros de extensão; cortaram cabos de fibra ótica que passam pelos fios, o que interrompeu a comunicação via celular de Carajás; atearam fogo a pneus sobre o trilho, o que danificou dormentes; e levantaram trilhos com macacos hidráulicos.

A empresa afirma que essas ações representam risco à operação de trens e coloca a segurança dos passageiros em risco. A Vale contabilizou, entre os prejuízos da invasão, que 285 mil toneladas de minério de ferro deixam de ser transportadas por causa dos danos à estrada de ferro.

Em seu comunicado, a Vale afirma que as invasões são usadas como instrumento de pressão. "A ação do MST demonstra que esse tipo de prática criminosa será mantida até que os governos federal e do Estado do Pará tomem as medidas necessárias para a solução definitiva do problema", diz o texto.

 

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