Brasil
14/05/2008 - 15h51

Lula confirma Minc no Ministério do Meio Ambiente

da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou hoje que Carlos Minc vai assumir o Ministério do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva. A decisão de Minc de aceitar o convite de Lula havia sido confirmada antes pela Secretaria Estadual do Rio de Meio Ambiente, da qual ele é titular.

Efe
Carlos Minc, secretário de Meio Ambiente do Rio, aceita convite para substituir Marina
Carlos Minc, secretário de Meio Ambiente do Rio, aceita convite para substituir Marina

Procurado pela reportagem, a mulher de Minc disse por telefone à Folha Online que ele não poderia conversar. Segundo ela, Minc estava sem seu telefone celular --que estava com a mulher-- e não tinha como responder às chamadas telefônicas.

Hoje, pela manhã, Minc havia negado a possibilidade de substituir Marina Silva. No entanto, segundo o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), Lula voltou a convidar o secretário para assumir a vaga.

Cabral diz que hoje foi o segundo convite feito por Lula a Minc. "O presidente Lula fez o convite para mim na noite de ontem e voltou a me ligar hoje de manhã. Eu não tenho como negar esse pedido do presidente", afirmou o governador.

De acordo com a assessoria de Minc, ele disse que aceitava o convite em Paris --onde está em viagem de trabalho.

A confirmação de Minc na pasta aconteceu depois do presidente Lula se reunir no Palácio do Planalto com o ex-governador do Acre Jorge Viana (PT), que também era cotado para o cargo.

Viana não quis falar sobre o convite nem se havia recusado a oferta de assumir o Ministério de Meio Ambiente. Mas seu irmão, o senador Tião Viana (PT-AC), chegou a dizer que Minc tinha mais perfil para assumir o ministério que o ex-governador.

Viana viajou de Rio Branco (AC) para Brasília na madrugada de hoje. Ontem, o presidente falou por telefone com o ex-governador, sondando-o sobre a possibilidade de integrar o ministério.

Demissão

Marina Silva pediu demissão do cargo ontem por meio de uma carta enviada a Lula. A atitude da ex-ministra desagradou o presidente, que considerou a forma inadequada, pois teria ocorrido um excesso de divulgação.

Ela entregou seu pedido de demissão em uma carta, na qual reclama da resistência que enfrentou no governo e da falta de sustentação política. "Vossa Excelência é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade", disse.

"Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para agenda ambiental."

Ministérios

Marina vinha entrando em conflitos com outros ministérios, como a Casa Civil e a Agricultura, em casos e questões que opõem proteção ambiental a interesses econômicos.

O mal-estar entre Marina Silva e Dilma Rousseff (Casa Civil) começou em julho do ano passado, por conta das negociações em torno do edital para as concessões do leilão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO).

Com o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), o desentendimento girava em torno do plantio de cana. Para Marina, Stephanes incentiva o plantio de cana em áreas degradadas da Amazônia, do Pantanal e da mata atlântica.

Recentemente, Marina teria ficado descontente com a nomeação de Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para coordenar o PAS (Plano Amazônia Sustentável).

Comentários dos leitores
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Shouthem Brazil Lumber & Colonization Company do norte-americano Percival Faquhar, recebeu do governo brasileiro autorização para colonizar Paraná e Santa Catarina.
A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
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Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
CURITIBA / PR
Desmatar a floresta Amazônica para tirar madeira de lá é sinal de que o Brasil é realmente um país muito PRIMITIVO! Explorando a floresta de um modo inteligente,realizando pesquisas, descobrindo medicamentos, se ganharia muito mais dinheiro, cultura e tecnologia!!! A floresta tem um potencial imenso, que é jogado no lixo cada vez que uma árvore cai... pra quê? Para retirar madeira de lá? Usem a Amazônia do modo correto, preservando, utilizando sem destruir. Se isso for feito,ela sempre estará lá, para gerar novos recursos. Se continuarem derrubando a floresta apenas, uma hora a fonte vai secar. Vai chegar o tempo emq ue apenas ter dinheiro não será o suficiente para sobreviver, o meio ambiente vai mostrar isso, como já está fazendo... Senadores,deputados, Sr.Presidente...estamos d eolho nas vossas ações!!! 2 opiniões
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Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
quero ser legal, juro que quero trabalhar legalmente, mais protocolei uma LAU, na região amazonica, para exploração de um projeto de manejo de 618 (seiscentos e dezoito hectares), que daria por volta de 21.000 m/3 de madeira legalizada, explorada como quer os bambis ambientalistas, mas até agora nem começou a andar o projeto, depois como quererm que os fazendeiros trabalhem honestamente, sejam honestos com nós e seremos o mesmo, já já
não aguento mais financeiramente, por que fica caro manter a área, e vou desmato tudo e jogo semente de capim, não está me restando outra alternativa
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