Acusado de vazar o dossiê anti-FHC, Nunes pede exoneração da Casa Civil
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, acusado de ser o vazador do dossiê com informações sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pediu hoje exoneração de suas funções. A previsão é que a exoneração seja publicada no "Diário Oficial" da União desta quinta-feira.
O pedido de exoneração foi encaminhado por Nunes Pires para a Casa Civil. Segundo assessores, ele deverá retornar para o TCU (Tribunal de Contas da União), pois é concursado e funcionário de carreira do órgão.
Desde a semana passada surgiram rumores que Nunes Pires deixaria o cargo. Mas o assessor evitava pedir a exoneração porque queria apenas entrar de férias.
Em meio às denúncias de que foi o responsável pelo vazamento do dossiê anti-FHC, Nunes Pires negou o envio do documento anexado a André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Mas prometeu que faria revelações à CPI dos Cartões.
A CPI dos Cartões Corporativos adiou para terça-feira os depoimentos do secretário de Aparecido e Fernandes. Como Aparecido ainda não prestou depoimento à Polícia Federal no inquérito que apura o dossiê, a comissão decidiu esperar até a semana que vem para que ele apresente a sua versão sobre o caso.
PF
A Polícia Federal não conseguiu localizar o secretário Nunes. O delegado da Polícia Federal Sérgio Menezes quer ouvir Aparecido sobre o vazamento.
Como Aparecido é servidor, a PF vai entregar a intimação para os chefes imediatos de Aparecido tanto na Casa Civil como no TCU.
Menezes ouviu hoje quatro servidores da Casa Civil no inquérito que apura o vazamento do dossiê. O delegado pretende ouvir mais uma hoje.
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Especial


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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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