Itamar revela descontentamento com Aécio e pede demissão do BDMG
PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte
Ex-presidente e ex-governador de Minas, Itamar Franco (sem partido), 77, pediu demissão da presidência do Conselho de Administração do BDMG (Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais).
O motivo, segundo ele, é seu descontentamento com um ato administrativo da gestão Aécio Neves (PSDB), à qual serve.
A área econômica do governo de Minas escolheu Uberlândia como entreposto aduaneiro, preterindo Juiz de Fora, a base eleitoral de Itamar.
Em telegrama enviado a Aécio ontem, a cujo teor a Folha teve acesso, o ex-presidente diz: "Respeitosamente, levo ao conhecimento de vossa excelência meu grande desconforto pela perda de Juiz de Fora de entreposto aduaneiro".
De acordo com Itamar, a comunidade de Juiz de Fora se "ressentirá" dessa decisão.
"Também, com muito respeito, peço vossa excelência indicar até 30 de junho minha substituição na presidência do Conselho [de Administração] do BDMG, onde sirvo com dedicação, a pedido do amigo."
A assessoria de Aécio disse que o governador não havia recebido o telegrama até a noite de ontem e que ele só tomou conhecimento pela imprensa. Sem negar ou confirmar o fato, Aécio apenas disse: "Reitero meu apreço e amizade ao presidente Itamar Franco".
A Folha apurou, porém, que o próprio Aécio e o secretário de Governo, Danilo de Castro, já estavam tentando contornar o problema à noite.
Fora Aécio quem disse na segunda ao prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), por telefone, que o entreposto seria no Triângulo Mineiro. O prefeito, então, disse à imprensa local o que Aécio havia lhe dito, devidamente autorizado.
O descontentamento de Itamar acontece em um momento em que Aécio tenta um acerto político com o ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado, considerado um dos históricos do PMDB e que pode tentar disputar novamente a Prefeitura de Juiz de Fora.
Delgado e Itamar sempre tiveram desentendimentos políticos, mas nesse momento é conveniente ao tucano se aproximar das várias alas do PMDB mineiro a fim de se reforçar politicamente, até porque a bancada estadual peemedebista no Legislativo mineiro continua se opondo a uma aliança com o tucano.
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Especial


Ministério Público querendo impedir a manifestação dos professores na Av Paulista, é no mínimo a mando político do Sr. Serra.
É notório o desprezo e a raiva que nosso governador demonstra pelos servidores públicos.
Quem imaginava que numa sucessão de governadores tucanos, um pudesse ser pior que o outro para o funcionalismo público.
No Estado de São Paulo paga-se salário gratificação para os servidores.
Se aposentar ou se ficar doente dançou! Perde tudo! Só recebe o mínimo.
E então senhores do Ministério Público, voltem-se aos desmandos do governo tucano pagador de salário gratificação contra os servidores.
Ou será que vossas senhorias não são servidores público também?
Pelo desprezo aos servidores, o tucanato que tire o cavalinho da chuva, pois não poderão contar com o voto deles, a insatisfação é brutal com esse governo do Senhor Serra.
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Infelizmente, tenho que concordar contigo, em relação ao voto nulo representar nada.
Assim sendo, quem defende o nada, nada poderá críticar, nada poderá elogiar, se o fizer estará sendo vazio.
Quanto ao infelizmente concordo contigo, levo em conta seu excesso de idolatria pelo PT, muito pior que o fanatisto dos corinthianos, insuportável.
Mesmo assim, entendo que em relação a omissão o excesso passa a ser tolerável.
A omissão é um conformismo, que está levando este país ao caos da corrupção.
Será que um dia o povo omisso/conformado irá acordar?
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