Publicidade

Publicidade
Brasil
14/05/2008 - 22h41

Mangabeira diz lamentar saída de Marina Silva do governo

Publicidade

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha, em Belém
KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

O ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) afirmou hoje que é "admirador" do trabalho de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente e que "lamenta" que ela tenha saído do governo.

A indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Mangabeira liderasse a implantação do PAS (Plano Amazônia Sustentável) é apontado como um dos principais motivos para o pedido de demissão de Marina. Ele não participou da elaboração do plano.

"Não sei avaliar a motivação da saída dela. Eu me encontro entre os muitos admiradores da ação dela no país e lamento a saída dela do governo", disse Mangabeira, em Belém (PA).

"Ao mesmo tempo, reafirmo o compromisso do governo e do presidente Lula, compartilhado por toda nação, de preservar nosso grande tesouro da Amazônia", afirmou ele no final da manhã, após reunião com a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT).

Em Manaus, onde encontrou o governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), Mangabeira disse que não iria comentar a indicação de Carlos Minc para o lugar de Marina Silva. "Não tenho informação, estava viajando", disse. "A mim não cabe comentar. Quem escolhe os ministros é o presidente, que escolhe muito bem."

Mangabeira falou com os dois governadores sobre o PAS. Segundo ele, há quatro "linhas de trabalho" para "deslanchar o processo" do programa. A primeira, afirmou, é a regularização dos problemas fundiários na Amazônia Legal.

"Sem resolver isso, não avançaremos em nada mais. As soluções que discutimos têm a ver com medidas para acelerar a posse de áreas pequenas em propriedade, possivelmente introduzindo novas regras jurídicas", disse Mangabeira.

A segunda se relaciona com o incentivo que deve ser dado aos pequenos proprietários que "não têm oportunidades e alternativas econômicas, e derrubam a floresta e se dedicam à uma pecuária extensiva de pequena dimensão".

Essas pessoas, disse Mangabeira, devem receber incentivos financeiros do governo federal para desenvolverem outras atividades, mais sustentáveis que o simples extrativismo. Assim, afirmou, "eles participariam da construção desse novo modelo agrícola e em todo trabalho de vigilância e seriam por isso remuneradas."

A terceira linha de ação é a construção de novos pólos industriais nos Estados onde está a floresta, tanto para transformar produtos agropecuários quanto madeireiros e minerais. "Precisamos de um regime regulatório e tributário que não só estimulem a instalação dessas indústrias, mas também favoreça a agregação de valor."

Por fim, o ministro propôs a criação de um tipo de escola média que "combine um ensino geral, de orientação analítica e capacitadora, com um ensino técnico e profissional".

"Não preservaremos [a floresta] sem um projeto econômico consistente. Se não tivermos uma estratégia de desenvolvimento econômico da Amazônia, haverá uma atividade econômica desordenada", afirmou Mangabeira Unger.

Comentários dos leitores
José Alberto (118) 25/06/2009 20h22
José Alberto (118) 25/06/2009 20h22
VAMOS COMEÇAR POR BAIXO: AMERICANOS NÃO TEEM NEM UM PAU ANTIGO, DESMATARAM TUDO,CHINESES NÃO TEEM NEM UM PAU ANTIGO, INDIA NÃO TEEM NEM UM PAU ANTIGO, RUSSIA NÃO TEEM NEM UM PAU ANTIGO, FRANÇA ENTÃO ONDE VAI POR UM PAU ANTIGO SE É TÃO PEQUENA COMO O NOSSO O QUE SEM DEFINIÇAÕ, ALEMANHA, JAPÃO,EM TODO LUGAR QUE SE OLHA SÓ TEEM DESTRUIÇAO DE FLORESTA E O QUE RESTA E ESTÃO ACABANDO COM ELA TB ....AMAZONIA........E OS BRASILEIROS A ESTÃO ABANDONANDO...QUE PREÇO PAGAMOS PARA ASSSSINATOS....ACEITAMOS.... sem opinião
avalie fechar
sostenes lima de alencar (7) 06/06/2009 16h54
sostenes lima de alencar (7) 06/06/2009 16h54
carlos minc já deveria ter caído há tempos esse cidadão desde o inicio se envolve em atritos e agora vai ter que explicar no congresso sua presença na marcha da maconha,num momento em que a violencia explode sustentada pelas drogas o que é isso gente? sem opinião
avalie fechar
Sudeste/ sudestino (110) 03/06/2008 16h34
Sudeste/ sudestino (110) 03/06/2008 16h34
Shouthem Brazil Lumber & Colonization Company do norte-americano Percival Faquhar, recebeu do governo brasileiro autorização para colonizar Paraná e Santa Catarina.
A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
5 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (196)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca