Brasil
15/05/2008 - 09h11

Carlos Minc licenciou obras em tempo recorde no Rio

ITALO NOGUEIRA
SERGIO TORRES
da Folha de S.Paulo, no Rio

Nos quase 17 meses sob a administração de Carlos Minc, a Secretaria do Ambiente do Rio licenciou em tempo recorde obras de grande impacto ambiental e de interesse direto do governo federal. Entre elas, o Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), que a Petrobras planeja construir na proximidade dos manguezais de Guapimirim, única área preservada da baía de Guanabara.

Parte da estrutura que permitiu a agilidade na emissão de licenças foi financiada por empresários. Por meio da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a secretaria garantiu R$ 22 milhões para contratar funcionários temporários, comprar material e reformar sua sede.

A nova estrutura e metodologia acelerou a emissão de licenças. Segundo a secretaria, foram emitidas 2.068 licenças desde fevereiro de 2007 até ontem. Foi aproximadamente, segundo o órgão, a mesma quantidade emitida nos três anos anteriores (2004 a 2006).

A licença ambiental para o Comperj ficou pronta em março, seis meses após a Petrobras entregar os Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do empreendimento avaliado em US$ 8,4 bilhões. Quando entregou a licença à Petrobras, Minc disse que "a população pode ficar tranqüila porque o empreendimento não vai trazer reflexos ambientais".

A avaliação da associação civil sem fins lucrativos Instituto Baía de Guanabara difere da do novo ministro. Para a presidente da entidade, a engenheira química Dora Negreiros, a escolha do local onde ficará o Comperj (Itaboraí, a 45 km do Rio) é equivocada. "Houve uma decisão política e econômica. O próprio presidente da República pousou de helicóptero e disse: "É aqui". Isso antes de licenças e estudos ambientais. Tenho medo da desordem urbana que poderá ocorrer na região."

A Firjan firmou convênio com a secretaria em fevereiro do ano passado para reformar a sede da secretaria e órgãos vinculados, realizar estudos de gestão, comprar carros e computadores e contratar 147 técnicos temporários para apoiar na emissão de licenças.

Para o diretor-geral da Firjan, Augusto Franco, o financiamento foi feito "de forma transparente". "As empresas estão contribuindo porque um órgão ambiental sucateado é tudo o que elas não querem."

Também no caso do Arco Metropolitano, rodovia de 146 km entre o Comperj e o porto de Itaguaí (cidade a 75 km do Rio), a licença da Secretaria do Ambiente veio rapidamente. O trajeto cruzava a Floresta Nacional Mário Xavier (Seropédica, Baixada Fluminense).

Por causa de sua atuação no caso, Minc recebeu na segunda elogios públicos do presidente Lula durante o lançamento da pedra fundamental da obra.

Minc é formado em geografia, tem mestrado em Planejamento Urbano na Universidade de Lisboa e doutorado em Economia do Desenvolvimento na Universidade de Paris 1 (Sorbonne). Escreveu cinco livros, sobre temas relacionados à ecologia e política. Em 1989, recebeu o Prêmio Global 500, concedido pela ONU aos ativistas que se destacam mundialmente nas lutas em defesa do meio ambiente.

Comentários dos leitores
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Shouthem Brazil Lumber & Colonization Company do norte-americano Percival Faquhar, recebeu do governo brasileiro autorização para colonizar Paraná e Santa Catarina.
A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
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Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
CURITIBA / PR
Desmatar a floresta Amazônica para tirar madeira de lá é sinal de que o Brasil é realmente um país muito PRIMITIVO! Explorando a floresta de um modo inteligente,realizando pesquisas, descobrindo medicamentos, se ganharia muito mais dinheiro, cultura e tecnologia!!! A floresta tem um potencial imenso, que é jogado no lixo cada vez que uma árvore cai... pra quê? Para retirar madeira de lá? Usem a Amazônia do modo correto, preservando, utilizando sem destruir. Se isso for feito,ela sempre estará lá, para gerar novos recursos. Se continuarem derrubando a floresta apenas, uma hora a fonte vai secar. Vai chegar o tempo emq ue apenas ter dinheiro não será o suficiente para sobreviver, o meio ambiente vai mostrar isso, como já está fazendo... Senadores,deputados, Sr.Presidente...estamos d eolho nas vossas ações!!! 2 opiniões
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Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
quero ser legal, juro que quero trabalhar legalmente, mais protocolei uma LAU, na região amazonica, para exploração de um projeto de manejo de 618 (seiscentos e dezoito hectares), que daria por volta de 21.000 m/3 de madeira legalizada, explorada como quer os bambis ambientalistas, mas até agora nem começou a andar o projeto, depois como quererm que os fazendeiros trabalhem honestamente, sejam honestos com nós e seremos o mesmo, já já
não aguento mais financeiramente, por que fica caro manter a área, e vou desmato tudo e jogo semente de capim, não está me restando outra alternativa
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