STF nega habeas corpus a vazador de dossiê anti-FHC
da Folha Online
O ministro Carlos Ayres Britto, do STF (Supremo Tribunal Federal), indeferiu liminar no habeas corpus em que o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, pedia um salvo-conduto para não correr o risco de ser preso durante seu depoimento à CPI dos Cartões Corporativos.
No pedido, a defesa de Aparecido pretendia também que ele pudesse comparecer ao depoimento acompanhado do advogado e permanecer em silêncio, além de não precisar assinar compromisso de dizer a verdade na condição de investigado.
Aparecido é acusado de ser o vazador do dossiê com informações sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O depoimento dele, previsto inicialmente para hoje, foi adiado para terça-feira (20).
Ele é suspeito de "vazar" por e-mail o dossiê para André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Os dois são amigos e trabalharam juntos no TCU (Tribunal de Contas da União).
De acordo com reportagem da Folha, o dossiê foi montado na Casa Civil por ordem da secretária-executiva da pasta, Erenice Guerra, braço-direito da ministra Dilma Rousseff.
O delegado da Polícia Federal Sérgio Menezes deve ouvir Aparecido hoje. Como ele é servidor, a PF vai entregar a intimação para os chefes imediatos de Aparecido tanto na Casa Civil como no TCU, onde ele trabalhava antes.
Como Aparecido ainda não prestou depoimento à Polícia Federal no inquérito que apura o dossiê, a CPI decidiu esperar até a semana que vem para que ele apresente a sua versão sobre o caso à comissão.
Exoneração
Ontem, Aparecido pediu exoneração de suas funções. O pedido foi encaminhado para a Casa Civil. Segundo assessores, ele deverá retornar ao TCU.
Leia mais
- Entenda o caso do dossiê anti-FHC
- PF não ouve "vazador" do dossiê e pode atrasar CPI dos Cartões
- CPI vai ouvir depoimentos de secretário da Casa Civil e de assessor de tucano nesta 5ª feira
- CPI convoca secretário da Casa Civil e poupa Dilma e Erenice de explicações sobre dossiê
- Presidente da CPI critica BB por não repassar dados à comissão
Livraria
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
- Livro de Eugenio Bucci revela bastidores do poder em Brasília
- Frederico Vasconcelos ensina como investigar governos, empresas e tribunais
- Livro reúne balanço de bens de políticos
- Obras da série "Folha Explica" discutem política e eleições
Especial


Também pudera, não é por acaso tanta reza, todo mundo se esqueceu dela, se esqueceram até do recente pedido de investigação do Juiz a PF!
Sorte né Dilma?!?!
avalie fechar
Como no Mensalão o Senhor Luiz Inacio não viu nada não sabia de nada.
Eu vi o Ministro dos esporte dizer na televisão que o Presidente confiava nele e deu um cartão coorporativo para ser usado como ele queria, e agora ele usou e abusou não muito mas parece que devolveu, e a senhora do Racismo tambem devolveu os 170.000 que usou ninguem sabe como ninguem ainda provou como usou e a imprensa fala da tapioca que tapioca cara os restos dos 170.000,00 o que foi feito.
Mas esse governo deveria ir representar o Brasil nas Olimpiadas nas provas do achismo eles acham que tudo deve ser de acordo como eles querem e para seus interesses partidarios e pessois isso tudo nada mais é do que uma falta de ética e vergonha na cara dos integrantes desse Poder.
Esse poder que tem espionagem, que tem terrorismo cibernetico, que tem beneficios para os integrantes dos mesmos´, sendo o maior deles a criação de empregos e ministérios.
avalie fechar
O que o poder legislativo não consegue fazer, o poder judiciário executa.
Estou me referindo ao caso dossiê, considerando-se a blindagem, assim como a impunidade imposta por este governo, que antes de assumir o governo pedia apuração de tudo, entretanto hoje, só faz é bloquear qualquer tipo de investigação que supostamente possa apurar eventuais falcatruas ou ilícitos.
Ficou mais que provado de que o dossiê foi elaborado na Casa Civil e teve intenção de cercear a abertura da CPI dos cartões corporativos, utilizado como contra argumento, de que possuiam elementos que também comprometiam o governo Fernando Henrique, entretanto, não foi suficiente e a referida CPI foi instaurada.
Só restou ao governo blindar aqueles que convinham e jogar o foco ao vasamento e não à elaboração do mesmo.
Entretanto, se confirma de que a justiça pode tardar, mas está sempre presente e, neste contexto, nos resta apenas aguardar o desenrolar dos fatos e torcer para que se faça a verdadeira justiça.
avalie fechar