José Múcio diz que governo defende que vazador fale tudo à CPI dos Cartões
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) negou nesta quinta-feira que o governo apóie a decisão do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires, acusado de ser o vazador do dossiê com informações sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de ficar calado durante depoimento à CPI dos Cartões.
"O governo quer que ele [Aparecido] fale. Foi exatamente a base do governo que quis seu depoimento", afirmou o ministro, que participa de um seminário sobre reforma tributária. "O aparecimento do Aparecido foi bom", disse o ministro, ironizando o fato de o assessor ter desaparecido atrapalhando a notificação da Polícia Federal.
Múcio afirmou ainda que a partir do depoimento de Aparecido à CPI, na próxima terça-feira, poderá vir à tona "a verdade". "Talvez com ele [o depoimento de Aparecido] a origem do problema [apareça]. O governo quer que a verdade venha à tona, mas desde que seja a verdade."
Ontem, Aparecido ajuizou no STF (Supremo Tribunal Federal) um habeas corpus com pedido de salvo-conduto para evitar que seja preso durante depoimento à CPI dos Cartões. O pedido foi negado hoje pela Corte.
No recurso, a defesa pedia ainda a garantia de que o assessor não fosse obrigado a assinar na CPI o compromisso de dizer a verdade e que fosse resguardado seu direito constitucional de não se auto-incriminar e de manter silêncio.
Aparecido pediu ontem exoneração do cargo de secretário de Controle Interno da Casa Civil. O pedido foi encaminhado à pasta no final da tarde desta quarta-feira. A previsão é que ele retorne para os quadros do TCU (Tribunal de Contas da União).
Também na terça-feira que vem está previsto o depoimento de André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), acusado de ter recebido o documento anexado de Aparecido por e-mail.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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