Garibaldi condena intenção de vazador de dossiê de ficar calado na CPI
EDUARDO CUCOLO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Experiente em CPIs no Congresso, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), lamentou nesta quinta-feira o fato de José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, acusado de ser o vazador do dossiê com informações sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ter recorrido à Suprema Corte para garantir o direito de se calar no depoimento -à CPI dos Cartões, na próxima terça-feira.
O pedido, no entanto, foi negado hoje pelo STF (Supremo Tribunal Federal). "Eu considero algo profundamente lamentável, porque ele não vai esclarecer esse episódio e eu pensei que ele seria o primeiro a querer ter isso tudo desvendado", afirmou Garibaldi. "Eu já participei de CPIs durante as quais alguns dos convocados fizeram uso dessa mesma prerrogativa infeliz. Não ajuda em nada. Fica mal para ele", reiterou.
Já o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) rebateu as insinuações de que a atitude de Aparecido --de ficar calado na CPI-- contaria com o apoio do governo.
"O governo quer que ele deponha. O governo não quer ficar como suspeito de ter produzido isso [o dossiê anti-FHC]. Nós só queremos saber o que aconteceu", disse Múcio, reiterando que a disposição do governo é que a verdade seja revelada.
O ex-secretário recorreu ao STF com um pedido de salvo-conduto para evitar que fosse preso durante depoimento à CPI dos Cartões.
Ele também apelou para que tivesse garantias de que não seria obrigado a assinar na CPI o compromisso de dizer a verdade. Assim, ele resguardaria o direito constitucional de não se auto-incriminar e de manter silêncio.
Aparecido é acusado de enviar por e-mail a André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) o dossiê anexado. Segundo o ex-secretário, foi uma troca de correspondências eletrônicas habitual entre colegas. Mas a Polícia Federal disse que há indícios de que trocaram informações sigilosas.
Múcio mantém sua confiança no ex-funcionário da Casa Civil. "Eu acho que foi apenas uma troca de informações entre amigos", disse o ministro.
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Especial


o Aparecido.
Qual será o motivo que não querem punir
severamente o mesmo, apenas um corre-
tivo, o funcionário vazadou, deveria ser
exonerado do cargo, será medo que o
Aparecido abra o bico.
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