Funcionários da ONG de mulher de Paulinho protestam contra denúncias
colaboração para a Folha Online
Os funcionários da ONG (organização não-governamental) Meu Guri, presidida por Elza de Fátima Costa Pereira, divulgaram nesta quinta-feira uma carta de desagravo em protesto contra as denúncias de que a entidade teria recebido R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura.
Moura foi preso pela PF (Polícia Federal) e apontado pela Procuradoria da República como o principal responsável por um esquema de desvio de verbas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), desmantelado pela PF na Operação Santa Teresa. A ONG recebeu R$ 1,328 milhão do BNDES.
Elza é mulher do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, acusado de envolvimento com o suposto esquema de irregularidades no BNDES e exploração sexual de mulheres.
"Nós repudiamos qualquer insinuação ou conotação que coloque em dúvida o trabalho humano, técnico e, principalmente, ético realizado por nossa equipe, cujo objetivo principal é a emancipação e promoção da cidadania de crianças, adolescentes e famílias em situação de risco social", dizem os funcionários, na carta.
Para os funcionários da ONG, as denúncias envolvendo a entidade devem ser apuradas. "As denúncias envolvendo o nome da entidade devem ser investigadas, e a presidência do Meu Guri já disponibilizou a quebra do sigilo bancário da instituição, bem como a visita às dependências da entidade para este fim", escrevem.
Na semana passada, Elza assinou um documento no qual abria o sigilo bancário da entidade. Na ocasião, ela disse que o investimento foi auditado pelo BNDES.
Defesa
Ontem, Paulinho entregou sua defesa à Corregedoria da Câmara com pedido para que o órgão arquive o caso contra ele sem encaminhar as denúncias ao Conselho de Ética da Casa.
Na defesa, ele reiterou que não está envolvido no esquema de desvio de empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) --motivo pelo qual sustenta que não deve responder a processo por quebra de decoro parlamentar.
Sobre as denúncias que envolvem a ONG Meu Guri, Paulinho contestou as informações de que a Justiça decretou a quebra do sigilo da entidade.
"O projeto é tão transparente que a primeira coisa que fizemos foi abrir o sigilo bancário da ONG. Não precisava dizer que estavam quebrando o sigilo porque nós oferecemos o sigilo", disse o deputado.
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