Fazendeiro é condenado a 14 anos de prisão por trabalho análogo à escravidão
SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha
A Justiça Federal no Maranhão condenou o fazendeiro Gilberto Andrade, 69, a 14 anos de prisão e pagamento de multa por manter trabalhadores em condição análoga à de escravo, aliciamento de trabalhadores e ocultação de cadáver.
No início deste ano, Andrade foi denunciado pelo Ministério Público Federal no Pará sob a acusação de torturar com ferro para marcar gado um funcionário de uma de suas propriedades em Paragominas (PA).
O fazendeiro tem propriedades no Pará e no Maranhão e está na lista suja do Ministério do Trabalho desde de 2005.
A decisão do juiz federal Neian Milhomem Cruz, da Justiça Federal no Maranhão, é referente à libertação de 19 trabalhadores submetidos a condição análoga à escravidão numa propriedade de Andrade, em 1998. Segundo a denúncia da procuradoria, também foram localizados cadáveres enterrados em suas fazendas. O possível crime de homicídio ainda está sob investigação.
"O réu andava sempre armado, impondo um clima de medo em suas fazendas dada sua conduta violenta, agindo como um verdadeiro e autêntico senhor de escravos, denotando uma atividade parasitária e anti-social", diz um trecho da sentença dada no final de abril, mas divulgada ontem pelo Ministério Público Federal no Maranhão.
A reportagem não conseguiu localizar o fazendeiro ou seu advogado ontem. Segundo o Ministério Público Federal, Andrade está preso em São Luís devido à decretação de sua prisão preventiva. Ele pode recorrer da decisão.
Segundo o advogado Nonato Masson, da ONG Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (MA), esta foi a primeira condenação por trabalho análogo a de escravo no Estado do Maranhão. Masson atua na defesa de trabalhadores submetidos à condições degradantes no Estado.
"Esta condenação tem uma importância muito grande pela repercussão que poderá ter em outros processos. É uma vitória fenomenal para aqueles trabalhadores que conseguiram fugir e um resgate à memória daqueles que morreram", disse.
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Especial


Enquanto as elites não assumirem publicamente com ações, a sua história escravocrata, esses casos irão se repetir e se perpetuar.
Esperamso também que os próximos governos dêem continuidade ao processo de fiscalização.
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No Governo anterior da elite, foi pego no Para, uma fazenda com quase 300 trabalhadores em regime pior que a escravidão do passado. Viu no que que deu? O dono da Fazenda era amigo do FHC, e pior, na hora de punir ainda descobriu que a fazenda estava em nome de outros. Estes outros eram os verdadeiros donos das terras que tinham morrido de mortes estranhas, e ali eram os posseiros. Posseiros que na hora de tirar emprestimos vultuosos são os donos, administradores e tudo mais. Quem denunciava morria. Sumiam com o dinheiro porque eles não eram donos de nada. E ainda veio o Alckimim querendo revitalizar o projeto SUDAN, que sabia de tudo mesmo assim dava didim pra eles, na ideia ficticia que ia desenvolver a |Amazonia.
Abre os olhos só porque não viamos tanta gente presa neste pais, não significa que estava certo.
A coisa corria frouxa, e agora ainda tem muitas irregularidades, e se houver participação de todos ainda podemos melhorar porque neste governo estamos encontrando apoio para ao menos reclamar por justiça.
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