Comissão da Anistia concede mais seis indenizações a perseguidos no regime militar
LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio
Seis estudantes do período da ditadura militar que foram perseguidos e torturados pelo regime serão indenizados pelo governo federal. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça julgou o processo deles nesta quinta-feira, em sessão feita na antiga sede da UNE (União Nacional dos Estudantes), na praia do Flamengo (zona sul do Rio).
A sessão fez parte da Caravana da Anistia, uma série de viagens que membros da comissão fazem pelo país para julgar pedidos de indenizações de perseguidos do regime militar. A medida visa agilizar os processos que correm hoje no Ministério da Justiça, segundo a comissão.
Dione Damasceno foi a primeira a ser julgada na sessão. Ela foi torturada, submetida a choques elétricos e forçada a se exilar na Alemanha, segundo a comissão. Por unanimidade, a comissão lhe concedeu indenização de 240 salários mínimos (R$ 99,6 mil) em parcela única e seis anos de contagem de aposentadoria no INSS, pelo tempo que, segundo a comissão, Damasceno ficou no exílio.
"O mais importante nisso tudo é termos reconhecido que nossos sacrifícios valeram a pena", disse Edson Menezes da Silva, que vai receber indenização de R$ 267.561,68 e R$ 3.085,37 mensais permanentes --ou seja, enquanto estiver vivo--, segundo decisão da comissão. Ele também terá direito a contagem de tempo de aposentadoria de cinco anos e de voltar a exercer o cargo de economista na Universidade Federal da Bahia, que, segundo ele, foi obrigado a deixar por causa da perseguição política.
Uma das indenizações foi concedida ao viúvo de Solange Lourenço Gomes, que se suicidou, segundo o processo da comissão, por causa das torturas sofridas quando foi presa pelo regime militar. Celso Pohlmann Livi, viúvo de Gomes, teve garantida indenização de R$ 100 mil em parcela única.
"Ela hoje seria uma médica pediátrica com 20 anos de mercado de trabalho", disse Pohlmann, durante a sessão.
Ana Maria Santos Rocha terá o direito de receber R$ 1.605,52 mensais permanentes e a indenização de R$ 137.245,20, além de cinco anos para contagem da aposentadoria. Já Olívia Rangel Joffily terá reparação mensal de R$ 1.089, além de R$ 102.856,05 e sete anos para aposentadoria, além do direito de voltar a cursar Ciências Sociais na Unicamp. Ela afirmou, no processo, que teve que abandonar a faculdade por causa das perseguições de agentes da ditadura.
A Mário Magalhães Lobo Viana a comissão concedeu 120 salários mínimos (R$ 49,8 mil) e, a Dione Damasceno, 240 salários mínimos (R$ 99,6 mil), ambos em parcela única, além de seis anos de contagem para aposentadoria.
O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, disse que a sessão foi histórica por ter sido realizada no terreno da antiga sede da UNE, que foi incendiada durante a ditadura militar. "Esse local simboliza a repressão da ditadura, e o evento de hoje substancia a volta do Estado, mas com outros propósito".
Abrão pediu desculpas oficiais aos seis julgados e reconheceu todos como anistiados políticos.
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Especial


HAHAHAHAHAHA.....
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Bem SR. Procurador o seu papel é julgar a corrupção e a aposentadia de quem já ganha muito em outras aposentadorias mais o dinheiro da Presidencia vitalicia do PT, não tem necessidade disso.
Vou lhe contar uma triste histórinha, minha mãe se aposentou com tres salarios minimos a mais ou menos 22 anos atras hoje ela ganha 695,00, veja bem Sr. Procurador, ela pagou para se aposentar e o dinheiro dela e de outros aposentados que estão precisando com mais de 80 anos é transferido para ganha um monte de aposentarias, são aposentarias e premios por todos os lados.
Dizem que o filho do Presidente comprou uma fazenda chamada de fortaleza por 50 milhões, eles ganhava 1.500,00 reais por mes e conseguiu com suas economias comprar essa fazenda.
Será que o Pai dele não ajudou com as economias das aposentadorias.
Com tudo isso sinto vergonha de ser brasileiro, ou se não tenho vergonha de ser brasileiro tenho nojo de ter pessoas desse tipo como o Sr. Procurar vivendo com o meu dinheiro.
É dificil aceitar isso tudo assim, ainda por cima temos a violência que o Sr. não faz nada e nosso Presidente assiste a tudo a 7 anos, deixando chegar aos limites da destruição social.
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Claro que é. Ilegal e criminoso é o benefício dos aposentados que foi lesado pelo FHC e confirmado pelo novo Governo.
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