PF entrega depoimentos para a CPI dos Cartões; dados são guardados em cofre
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A presidente da CPI dos Cartões, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), recebeu nesta sexta-feira do delegado Sérgio Menezes cópias dos depoimentos do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires e de André Fernandes, assessor parlamentar do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Aparecido é suspeito de vazar para Fernandes o dossiê com informações sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Serrano afirmou que os documentos serão colocados em um cofre até terça-feira. Ela e o delegado Menezes, responsável pelo inquérito da Polícia Federal sobre o dossiê, ficaram reunidos por menos de meia hora.
O delegado foi ao gabinete da senadora, mas evitou fornecer detalhes sobre os depoimentos à imprensa. O senador Gim Argello (PTB-DF) também participou da rápida reunião.
Na terça-feira, a senadora fará uma reunião fechada com os integrantes da CPI para a leitura dos depoimentos e discussão a respeito das informações contidas neles. Em seguida, será aberta a sessão da comissão para tomar os depoimentos dos dois assessores.
Depoimentos
A portas abertas, a CPI ouvirá José Aparecido Nunes Pires, apontado como o vazador do dossiê anti-FHC, e André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que recebeu o e-mail com o documento anexado do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil.
Integrantes da oposição apostam que o depoimento de Aparecido será revelador. O deputado Índio da Costa (DEM-RJ), um dos sub-relatores da CPI, disse que o ex-secretário poderá ser um "homem-bomba" ou agir como um "liquidificador".
"O Zé Aparecido pode ser um homem-bomba, pode chegar na CPI e explodir tudo, colocar todo mundo no liquidificador, dizer: 'recebi a ordem, cumpri e encaminhei'. Ou dizer: 'eu fiz tudo, aí não explode ninguém", disse Índio da Costa. "Não se sabe que tipo de acordo que ele fez e com quem ele fez, aí não explode com ninguém."
Para o sub-relator, o período em que Aparecido não foi encontrado pela Polícia Federal, nesta semana, pode ter sido usado para ele "receber orientações" sobre como se comportar na CPI.
"Não se sabe, nesta semana que ele ficou sumido [Aparecido], que tipo de acordo que ele fez e com quem conversou, mas certamente foi com a cúpula lá de cima, certamente não foi com qualquer pessoa. Aí a gente vai ter certeza absoluta se ele está sozinho nessa história ou se fez mandado por alguma pessoa", afirmou Índio da Costa.
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Especial


Também pudera, não é por acaso tanta reza, todo mundo se esqueceu dela, se esqueceram até do recente pedido de investigação do Juiz a PF!
Sorte né Dilma?!?!
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Como no Mensalão o Senhor Luiz Inacio não viu nada não sabia de nada.
Eu vi o Ministro dos esporte dizer na televisão que o Presidente confiava nele e deu um cartão coorporativo para ser usado como ele queria, e agora ele usou e abusou não muito mas parece que devolveu, e a senhora do Racismo tambem devolveu os 170.000 que usou ninguem sabe como ninguem ainda provou como usou e a imprensa fala da tapioca que tapioca cara os restos dos 170.000,00 o que foi feito.
Mas esse governo deveria ir representar o Brasil nas Olimpiadas nas provas do achismo eles acham que tudo deve ser de acordo como eles querem e para seus interesses partidarios e pessois isso tudo nada mais é do que uma falta de ética e vergonha na cara dos integrantes desse Poder.
Esse poder que tem espionagem, que tem terrorismo cibernetico, que tem beneficios para os integrantes dos mesmos´, sendo o maior deles a criação de empregos e ministérios.
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O que o poder legislativo não consegue fazer, o poder judiciário executa.
Estou me referindo ao caso dossiê, considerando-se a blindagem, assim como a impunidade imposta por este governo, que antes de assumir o governo pedia apuração de tudo, entretanto hoje, só faz é bloquear qualquer tipo de investigação que supostamente possa apurar eventuais falcatruas ou ilícitos.
Ficou mais que provado de que o dossiê foi elaborado na Casa Civil e teve intenção de cercear a abertura da CPI dos cartões corporativos, utilizado como contra argumento, de que possuiam elementos que também comprometiam o governo Fernando Henrique, entretanto, não foi suficiente e a referida CPI foi instaurada.
Só restou ao governo blindar aqueles que convinham e jogar o foco ao vasamento e não à elaboração do mesmo.
Entretanto, se confirma de que a justiça pode tardar, mas está sempre presente e, neste contexto, nos resta apenas aguardar o desenrolar dos fatos e torcer para que se faça a verdadeira justiça.
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