Bancada do PT na Assembléia de SP possui 23 assinaturas para a CPI da Alstom
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para Folha Online
A bancada do PT na Alesp (Assembléia Legislativa de São Paulo) já colheu 23 assinaturas para implantar uma CPI para apurar supostas irregularidades envolvendo a multinacional Alstom e estatais do governo do Estado. A empresa é acusada de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões no Metrô de São Paulo.
Segundo a assessoria do PT, a bancada já colheu 23 assinaturas a favor de uma "CPI da Alstom", mas ainda falta a adesão de nove deputados para que a investigação na casa legislativa seja aberta. A Alesp conta com 94 parlamentares.
A intenção da bancada é avançar sobre a base governista para conseguir as assinaturas restantes. Eles apostam na adesão de integrantes dos partidos que sustentam o governo, divididos em uma rixa entre partidários do atual governador José Serra (PSDB) e de seu antecessor e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
Segundo o líder do partido na bancada, Roberto Felício, os petistas estão encontrando dificuldade para instalar a CPI porque "há uma orientação do Palácio dos Bandeirantes para que não assinem requerimentos de CPI".
O líder do governo na Assembléia, deputado Barros Munhoz (PSDB), rebateu a proposta de criar uma CPI para investigar os contratos. "A CPI não é o instrumento adequado para essa investigação porque ela vai ter de mandar para o Ministério Público. E o Ministério Público já está avaliando as acusações."
Sobre a obstrução de CPIs por parte da bancada governista, Munhoz disse que a acusação não é verdadeira. "Temos cinco CPIs em andamento, como prevê o regimento.'
Munhoz acusou ainda o PT de querer paralisar os trabalhos do Congresso. 'A época é propícia para atingir o governo do PSDB. O PT quer que o Congresso também analise as suspeitas. Seria interessante então que o Congresso analise os contratos com a Alstom no governo federal."
Investigação
O Ministério Público Estadual investiga os contratos da Alstom com seis empresas ligadas ao governo de São Paulo. Segundo o promotor Silvio Antonio Marques, responsável pelas investigações, "não dá para falar em irregularidade até o momento".
Ele disse que só poderá dar um parecer depois que os documentos da Suíça e das empresas estaduais chegarem a ele. "Estou esperando a chegada desses papéis. Eu quero saber quais foram as contratações e preciso das cópias dos contratos", disse.
A Alstom também está sob investigação na França --onde fica sua sede-- e na Suíça por suspeitas de ter pago propina para ganhar contratos no Brasil, na Venezuela e em Cingapura.
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Especial


O povo está cansado, esgotado desse partido stalinista.
É por isso que eu digo: a omissão do PT quanto ao caos da corrupção que assola o país, será seu maior calcanhar de aquiles em toda e qualquer eleição.
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Claro que não, para quem tanto gosta de dossiês encomendados se tivesse qualquer coisinha contra, a oposição estaria frita.
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