Governistas e oposição preparam estratégias para os depoimentos na CPI
RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Governistas e oposição alinhavam os últimos acertos para as estratégias que adotarão na próxima terça-feira na CPI dos Cartões quando ocorrem os depoimentos dos dois assessores acusados de envolvimento no vazamento do dossiê com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso.
O foco dos aliados será o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), cujo assessor André Fernandes recebeu o e-mail anexado com o dossiê anti-FHC de José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil. Já a oposição vai cercar os dois assessores com várias perguntas em busca da contradição nas informações e a possível ligação com autoridades federais.
Na reunião fechada, na qual deputados e senadores analisarão os depoimentos prestados por Aparecido e Fernandes à Polícia Federal, os aliados vão cobrar detalhes sobre o que disse o senador tucano quando prestou esclarecimentos aos policiais federais.
Os aliados insistirão ainda que as atenções da CPI devem ser o uso indevido de cartões corporativos e contas B, além das diárias e recursos de publicidade. O discurso sobre isso será constante a partir de segunda-feira.
Estratégias
A idéia da base aliada é causar constrangimento ao PSDB e conseqüentemente ao DEM mostrando que Dias mentiu no plenário quando disse que não conhecia o dossiê e que existem lacunas no seu depoimento à Polícia Federal. Se os governistas conseguirem provar que ele mentiu no plenário, já pensam em ingressar com um processo de quebra de decoro parlamentar por faltar à verdade.
Em contrapartida, a oposição vai desferir uma série de perguntas a Aparecido de tal maneira que o ex-secretário seja levado a respondê-las e dar indicações sobre eventuais orientações que recebeu para elaboração do dossiê. DEM e PSDB insistem que, apesar de o assessor ter vazado o dossiê, a responsabilidade por sua montagem é da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e sua secretária-executiva, Erenice Guerra.
A oposição admite, porém, que o ex-secretário deve permanecer calado na maior parte do depoimento, mas já preparou uma cartada final: o deputado Vic Pires (DEM-PA) vai apresentar um requerimento sugerindo um convite para que o delegado Sérgio Menezes, responsável pelo inquérito na PF, preste esclarecimentos à CPI.
Uma audiência com Menezes, mesmo que a portas fechadas, é considerada fundamental para a oposição que confia que, assim, certos detalhes não impressos nos depoimentos, mas em fase de investigação podem contribuir para a apuração dos fatos pela CPI.
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Especial


o Aparecido.
Qual será o motivo que não querem punir
severamente o mesmo, apenas um corre-
tivo, o funcionário vazadou, deveria ser
exonerado do cargo, será medo que o
Aparecido abra o bico.
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