Bernardo defende indiciamento de Álvaro Dias por vazamento
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba
Ao comentar o indiciamento do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires por crime de violação do sigilo funcional, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse ontem em Curitiba que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também deve ser indiciado pelo vazamento do dossiê sobre gastos pessoais no governo Fernando Henrique Cardoso.
"Hoje já se sabe que quem passou as informações à imprensa de maneira reservada e clandestina foi o senador. Portanto, se tiver que ter penalização para um tem que ter para o outro também", disse Bernardo em entrevista antes de uma palestra na ACP (Associação Comercial do Paraná).
"Acho que a trajetória normal das coisas é que o outro vazador também seja indiciado."
O ministro declarou que o governo acompanha o episódio "com tranqüilidade, mas com muito interesse para ver o desdobramento disso". Bernardo afirmou que o senador tucano e seu assessor, André Fernandes, que recebeu as informações do dossiê por meio de um e-mail de Pires, também devem ser convocados para depor.
"É bom lembrar que o José Aparecido está sendo acusado de ter transferido de seu computador para um computador de um assessor lá do Senado os dados que seriam sigilosos. E quem passou para a imprensa foi o chefe lá [do assessor], foi o Álvaro Dias. Portanto, me parece que todos eles têm que dar explicações sobre esse caso", disse o ministro.
"Inclusive nós precisamos saber como o Álvaro Dias explicou lá na Polícia Federal esse episódio", afirmou Bernardo.
Reforma tributária
O ministro disse que o Congresso tem condições de finalizar a votação da reforma tributária até o final deste ano. Os dois turnos na Câmara, segundo Bernardo, poderiam ser concluídos até junho.
No Senado, disse ele, a matéria poderia ser votada a partir de outubro. O ministro afirmou que o governo espera que a regulamentação das leis seja feita em 2009 para que a nova legislação entre em vigor em 2010.
Bernardo disse que todas as partes interessados terão que abrir mão de benefícios para que a reforma possa ser aprovada. Para aprovar a reforma, o ministro disse que o governo se propôs a abrir mão de parte da receita para compensar, mais tarde, com o crescimento da economia. "Mas, se ficar cada um se agarrando e querendo levar vantagem, aí dificilmente será aprovada", disse.
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Especial


Acho que se Jesus descer em uma nuvem e dizer que a Dilma é inocente os criticos cegos vão virar budistas. Mas agora vai continuar com o "escândalo" Varig onde a ministra cometeu o crime de cobrar agilidade das agências que não são subordinadas ao governo e que não precisam obedecer as ordens da ministra. É lógico que não vai dar em nada por ser uma acusação politica para vender jornal e dar folego para uma oposição desesperada, mas vamos ter outra lamuriação quando a lei confirmar que não teve crime. Quanta perda de tempo enquanto temos tantos casos importantes para tratar, e comentar, no Brasil.
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