Brasil
17/05/2008 - 08h53

Bernardo defende indiciamento de Álvaro Dias por vazamento

DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

Ao comentar o indiciamento do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires por crime de violação do sigilo funcional, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse ontem em Curitiba que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também deve ser indiciado pelo vazamento do dossiê sobre gastos pessoais no governo Fernando Henrique Cardoso.

"Hoje já se sabe que quem passou as informações à imprensa de maneira reservada e clandestina foi o senador. Portanto, se tiver que ter penalização para um tem que ter para o outro também", disse Bernardo em entrevista antes de uma palestra na ACP (Associação Comercial do Paraná).

"Acho que a trajetória normal das coisas é que o outro vazador também seja indiciado."

O ministro declarou que o governo acompanha o episódio "com tranqüilidade, mas com muito interesse para ver o desdobramento disso". Bernardo afirmou que o senador tucano e seu assessor, André Fernandes, que recebeu as informações do dossiê por meio de um e-mail de Pires, também devem ser convocados para depor.

"É bom lembrar que o José Aparecido está sendo acusado de ter transferido de seu computador para um computador de um assessor lá do Senado os dados que seriam sigilosos. E quem passou para a imprensa foi o chefe lá [do assessor], foi o Álvaro Dias. Portanto, me parece que todos eles têm que dar explicações sobre esse caso", disse o ministro.

"Inclusive nós precisamos saber como o Álvaro Dias explicou lá na Polícia Federal esse episódio", afirmou Bernardo.

Reforma tributária

O ministro disse que o Congresso tem condições de finalizar a votação da reforma tributária até o final deste ano. Os dois turnos na Câmara, segundo Bernardo, poderiam ser concluídos até junho.

No Senado, disse ele, a matéria poderia ser votada a partir de outubro. O ministro afirmou que o governo espera que a regulamentação das leis seja feita em 2009 para que a nova legislação entre em vigor em 2010.

Bernardo disse que todas as partes interessados terão que abrir mão de benefícios para que a reforma possa ser aprovada. Para aprovar a reforma, o ministro disse que o governo se propôs a abrir mão de parte da receita para compensar, mais tarde, com o crescimento da economia. "Mas, se ficar cada um se agarrando e querendo levar vantagem, aí dificilmente será aprovada", disse.

Comentários dos leitores
Wagner Orti (41) 01/07/2008 10h19
Wagner Orti (41) 01/07/2008 10h19
A imprensa e a oposição passam vergonha novamente com essa criação de escândalo baseado em nada, o pior é que um monte de gente fica comentando nesse espaço se dizendo estarrecidos com a comprovação de que era uma exploração politica de um caso que só tinha objetivo de atingir uma possivel candidata. Uma investigação foi feita na Casa Civil, uma CPi presidida pela oposição foi realizada, um JURISTA (ex ministro do supremo) presidente do conselho de ética e profundo conhecedor de leis e normas diz que a ministra Dilma é inocente...o que falta mais?
Acho que se Jesus descer em uma nuvem e dizer que a Dilma é inocente os criticos cegos vão virar budistas. Mas agora vai continuar com o "escândalo" Varig onde a ministra cometeu o crime de cobrar agilidade das agências que não são subordinadas ao governo e que não precisam obedecer as ordens da ministra. É lógico que não vai dar em nada por ser uma acusação politica para vender jornal e dar folego para uma oposição desesperada, mas vamos ter outra lamuriação quando a lei confirmar que não teve crime. Quanta perda de tempo enquanto temos tantos casos importantes para tratar, e comentar, no Brasil.
sem opinião
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Edivaldo Tavares (10) 01/07/2008 08h56
Edivaldo Tavares (10) 01/07/2008 08h56
SALVADOR / BA
Arquivado??.E o "Dilmagate" do Kennedy Alencar???. 2 opiniões
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Claudio Almeida Lima (1) 01/07/2008 08h47
Claudio Almeida Lima (1) 01/07/2008 08h47
PRAIA GRANDE / SP
Será que alguém , em algum lugar, tinha dúvidas quanto ao arquivamento desse processo??? Nunca na história desse país vivemos uma certeza tão grande com relação à impunidade das falcatruas de nossos políticos. "Tudo" é justificado como manobra "política". Nesse caso, POOODE ! 1 opinião
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