Brasil
17/05/2008 - 08h19

'A verdade me liberta', diz assessora de Dilma

da Folha Online

A secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, citou a Bíblia para dar as suas primeiras declarações públicas sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, informa a repórter Fernanda Odilla em reportagem publicada neste sábado na Folha (íntegra somente para assinantes do jornal e do UOL).

"Tem um trecho na Bíblia que diz que a verdade nos libertará. Também, neste caso, para mim a verdade me liberta", disse Erenice à reportagem da Folha.

Segundo a reportagem, Erenice espera que o assessor parlamentar André Fernandes e o ex-secretário de Controle Interno, José Aparecido Nunes Pires digam a verdade durante depoimento que vão prestar à CPI dos Cartões na próxima terça-feira. Porém, ela não explicou qual é "a verdade".

José Aparecido foi apontado pela sindicância da Casa Civil como o responsável por vazar o dossiê elaborado no Palácio do Planalto com as informações sobre as despesas de FHC e sua equipe. Ele teria enviado os dados por e-mail a Fernandes, que é assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

A secretária-executiva, apontada como a responsável por dar a ordem para a elaboração do dossiê, disse na reportagem que irá "com prazer" depor na Polícia Federal, que investiga o caso e ontem indiciou José Aparecido por quebra de sigilo funcional.

Estratégia

Governistas e oposição alinhavam os últimos acertos para as estratégias que adotarão para o depoimento de José Aparecido e Fernandes.

O foco dos aliados será o senador Álvaro Dias. Já a oposição vai cercar os dois assessores com várias perguntas em busca da contradição nas informações e a possível ligação com autoridades federais.

Na reunião fechada, na qual deputados e senadores analisarão os depoimentos prestados por Aparecido e Fernandes à Polícia Federal, os aliados vão cobrar detalhes sobre o que disse o senador tucano quando prestou esclarecimentos aos policiais federais.

Os aliados insistirão ainda que as atenções da CPI devem ser o uso indevido de cartões corporativos e contas B, além das diárias e recursos de publicidade. O discurso sobre isso será constante a partir de segunda-feira.

A íntegra da reportagem está na Folha deste sábado, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Wagner Orti (41) 01/07/2008 10h19
Wagner Orti (41) 01/07/2008 10h19
A imprensa e a oposição passam vergonha novamente com essa criação de escândalo baseado em nada, o pior é que um monte de gente fica comentando nesse espaço se dizendo estarrecidos com a comprovação de que era uma exploração politica de um caso que só tinha objetivo de atingir uma possivel candidata. Uma investigação foi feita na Casa Civil, uma CPi presidida pela oposição foi realizada, um JURISTA (ex ministro do supremo) presidente do conselho de ética e profundo conhecedor de leis e normas diz que a ministra Dilma é inocente...o que falta mais?
Acho que se Jesus descer em uma nuvem e dizer que a Dilma é inocente os criticos cegos vão virar budistas. Mas agora vai continuar com o "escândalo" Varig onde a ministra cometeu o crime de cobrar agilidade das agências que não são subordinadas ao governo e que não precisam obedecer as ordens da ministra. É lógico que não vai dar em nada por ser uma acusação politica para vender jornal e dar folego para uma oposição desesperada, mas vamos ter outra lamuriação quando a lei confirmar que não teve crime. Quanta perda de tempo enquanto temos tantos casos importantes para tratar, e comentar, no Brasil.
sem opinião
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Edivaldo Tavares (10) 01/07/2008 08h56
Edivaldo Tavares (10) 01/07/2008 08h56
SALVADOR / BA
Arquivado??.E o "Dilmagate" do Kennedy Alencar???. 2 opiniões
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Claudio Almeida Lima (1) 01/07/2008 08h47
Claudio Almeida Lima (1) 01/07/2008 08h47
PRAIA GRANDE / SP
Será que alguém , em algum lugar, tinha dúvidas quanto ao arquivamento desse processo??? Nunca na história desse país vivemos uma certeza tão grande com relação à impunidade das falcatruas de nossos políticos. "Tudo" é justificado como manobra "política". Nesse caso, POOODE ! 1 opinião
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