Brasil
18/05/2008 - 12h24

Minc quer Forças Armadas na defesa de parques e reservas da Amazônia

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da Agência Brasil
com Folha Online

O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse neste domingo ao desembarcar no aeroporto internacional do Rio que vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a participação das Forças Armadas na defesa dos parques nacionais e das reservas indígenas e extrativistas da Amazônia.

Minc será recebido amanhã, no Palácio do Planalto, pelo presidente Lula, quando vai ser formalizado o convite para assumir o Ministério do Meio Ambiente.

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Ao admitir que considera a região o principal desafio de sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, Minc explicou que a intenção é "replicar" uma das medidas adotadas durante sua gestão à frente da Secretaria do Ambiente no Rio de Janeiro.

30.jan.2003/Folha Imagem
Carlos Minc foi convidado por Lula para assumir Ministério de Meio Ambiente
Carlos Minc foi convidado por Lula para assumir Ministério de Meio Ambiente

"Aqui no Rio nós criamos os guardas-parque. Ou seja, diante da insuficiência de fiscais, colocamos destacamentos do Corpo de Bombeiros em nossos parques e áreas de proteção ambiental. Então eu vou propor ao presidente que se crie destacamentos, ou que se aloque alguns regimentos das Forças Armadas para funcionar dentro dos grandes parques nacionais, tomando conta do entorno deles e também das reservas extrativistas, replicando, com as adequações necessárias, o que fizemos aqui no Estado", disse.

O secretário do Ambiente ressaltou, porém, que a sugestão ainda terá que ser negociada entre o presidente e as Forças Armadas, "pois este é um papel que não me cabe, mas sim ao presidente, que é o comandante supremo das Forças Armadas. Regimentos podem vir a se integrar na defesa das unidades de conservação, das reservas extrativistas e dos seus entorno".

Carvão

O secretário afirmou que a Amazônia "não vai virar carvão". "A gente vai manter para a Amazônia não só a política que vinha sendo adotada pela ministra Marina Silva, como boa parte de sua equipe, que já se colocou à disposição. Vamos também fazer outras coisas que ela ainda não havia feito e que esperamos ter condições de realizar", disse Minc.

A declaração tem como alvo principal a comunidade internacional, que demonstrou preocupação em relação à situação da Amazônia após a saída da ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente.

Mal interpretado

Minc afirmou ter sido mal interpretado nas colocações ao presidente Lula da Silva para assumir o cargo de ministro, em substituição à senadora Marina Silva.

O secretário afirmou que "arrogância seria imaginar que ele pudesse enfrentar os problemas ambientais do Brasil, que são 100 vezes mais complicados que os do Rio de Janeiro, sem ter o mínimo de condições de trabalho".

Carlos Minc admitiu que as conversas que manteve até agora com o presidente Lula o levam a crer que ele vá realmente assumir o ministério. Ressaltou, porém, que as condições necessárias para que possa vir a desempenhar um bom trabalho são ainda maiores dos que a que já foram até então divulgadas pela imprensa.

Minc citou como exemplo a própria situação do Estado do Rio, onde chegou a recusar por três vezes o pedido do governador Sérgio Cabral (PMDB) antes que decidisse assumir a Secretaria do Ambiente, e só o fez, segundo ele, após ter recebido garantias de que teria condições adequadas de implantar a sua filosofia de trabalho.

O secretário adiantou que, se assumir o cargo, vai levar para Brasília parte da sua equipe atual da Secretaria do Ambiente. "Só não poderei assumir o cargo se o presidente fizer exigências as quais eu não possa cumprir, o que me parece não ser o caso".

Comentários dos leitores
M Mig (1488) 09/07/2009 20h45
M Mig (1488) 09/07/2009 20h45
Paulo Cezar, a Amazônia jamais foi deixada ao relento e muito menos abandonada, ela foi preservada (lamento mas acho que você não sabe a diferença na prática). Os recursos tem que ser estudados, replicados e usados com parcimônia. Inconcebível e impraticável é destruir recursos com o uso tosco até se extinguirem e depois sentar e chorar.
Os recursos já são usados direta e indiretamente através do estudo e a existência da floresta, alias "aproveitamento de recursos" que o sr diz é transformar em pasto e plantação, desde quando isso beneficiará milhões?? Serão beneficiados dez ou doze latifundiários no final das contas.
Só há grilagem por que o atual governo vê a floresta como moeda para comprar popularidade e a legalização da grilagem é a consolidação da compra desta frágil popularidade.
Não adiantou nada o esforço de Marina para aumentar a área protegida se lula cede a pressões e autoriza a depredação da área antes protegida.
OPA OPA OPA... como não tem importância financeira se a MP contempla a venda das terras?? Os interesses financeiros são imperativos no cenário que se criou (e os latifundiários aplaudem).
.A Amazônia não é um deserto (francamente para que lado do globo o sr está olhando?), mas vai se tornar um se lula continuar fazendo o que bem entende.
sem opinião
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paulo cezar (122) 07/07/2009 14h58
paulo cezar (122) 07/07/2009 14h58
Eu não concordo com você. A solução adotada é pragmática e trará desenvolvimento econômico. O sr. critica, mas a solução que dá é inaceitável > deixar a amazônia ao relento , como um deserto, sendo que milhões se beneficiariam com seus recursos. Explorar com responsabilidade é nosso dever ! Só houve grilagem pq os gov passados abandoram as terras a própria sorte, qdo poderiam tê-las licitado ! 2 opiniões
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M Mig (1488) 06/07/2009 15h21
M Mig (1488) 06/07/2009 15h21
Os governos anteriores não legalizariam infrações a leis ambientais. 1 opinião
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