Minc quer Forças Armadas na defesa de parques e reservas da Amazônia
da Agência Brasil
com Folha Online
O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse neste domingo ao desembarcar no aeroporto internacional do Rio que vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a participação das Forças Armadas na defesa dos parques nacionais e das reservas indígenas e extrativistas da Amazônia.
Minc será recebido amanhã, no Palácio do Planalto, pelo presidente Lula, quando vai ser formalizado o convite para assumir o Ministério do Meio Ambiente.
De quem é a Amazônia, afinal?, diz reportagem do "New York Times"
Ao admitir que considera a região o principal desafio de sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, Minc explicou que a intenção é "replicar" uma das medidas adotadas durante sua gestão à frente da Secretaria do Ambiente no Rio de Janeiro.
| 30.jan.2003/Folha Imagem |
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| Carlos Minc foi convidado por Lula para assumir Ministério de Meio Ambiente |
"Aqui no Rio nós criamos os guardas-parque. Ou seja, diante da insuficiência de fiscais, colocamos destacamentos do Corpo de Bombeiros em nossos parques e áreas de proteção ambiental. Então eu vou propor ao presidente que se crie destacamentos, ou que se aloque alguns regimentos das Forças Armadas para funcionar dentro dos grandes parques nacionais, tomando conta do entorno deles e também das reservas extrativistas, replicando, com as adequações necessárias, o que fizemos aqui no Estado", disse.
O secretário do Ambiente ressaltou, porém, que a sugestão ainda terá que ser negociada entre o presidente e as Forças Armadas, "pois este é um papel que não me cabe, mas sim ao presidente, que é o comandante supremo das Forças Armadas. Regimentos podem vir a se integrar na defesa das unidades de conservação, das reservas extrativistas e dos seus entorno".
Carvão
O secretário afirmou que a Amazônia "não vai virar carvão". "A gente vai manter para a Amazônia não só a política que vinha sendo adotada pela ministra Marina Silva, como boa parte de sua equipe, que já se colocou à disposição. Vamos também fazer outras coisas que ela ainda não havia feito e que esperamos ter condições de realizar", disse Minc.
A declaração tem como alvo principal a comunidade internacional, que demonstrou preocupação em relação à situação da Amazônia após a saída da ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente.
Mal interpretado
Minc afirmou ter sido mal interpretado nas colocações ao presidente Lula da Silva para assumir o cargo de ministro, em substituição à senadora Marina Silva.
O secretário afirmou que "arrogância seria imaginar que ele pudesse enfrentar os problemas ambientais do Brasil, que são 100 vezes mais complicados que os do Rio de Janeiro, sem ter o mínimo de condições de trabalho".
Carlos Minc admitiu que as conversas que manteve até agora com o presidente Lula o levam a crer que ele vá realmente assumir o ministério. Ressaltou, porém, que as condições necessárias para que possa vir a desempenhar um bom trabalho são ainda maiores dos que a que já foram até então divulgadas pela imprensa.
Minc citou como exemplo a própria situação do Estado do Rio, onde chegou a recusar por três vezes o pedido do governador Sérgio Cabral (PMDB) antes que decidisse assumir a Secretaria do Ambiente, e só o fez, segundo ele, após ter recebido garantias de que teria condições adequadas de implantar a sua filosofia de trabalho.
O secretário adiantou que, se assumir o cargo, vai levar para Brasília parte da sua equipe atual da Secretaria do Ambiente. "Só não poderei assumir o cargo se o presidente fizer exigências as quais eu não possa cumprir, o que me parece não ser o caso".
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Ao invés de estarmos agora em 2009 discutindo possíveis candidatos e candidatas que disputarão a Presidência da República somente no último semestre de 2009 deveríamos sim aprofundar o debate na questáo da Segurança Nacional.Em primeiro lugar esperava-se que tal discussão. tão relevante para o presente e futuro do nosso país.nascesse no Poder Executivo e permeasse os integrantes dos demais poderes em especial o poder legislativo Federal e dai se alastrasse permeando as forças vivas da Nação como Imprensa,Rádio e demais veículos de comunicação.A hora é agora e o momento é somente nosso. É triste vermos que tal iniciativa já ocorre lá fora:como fez o NEW YORK TIMES que pergunta em uma reportagém: de quem seria a amazônia?ACORDA BRASIL...vamos fazer antes a lição de casa enquanto há tempo...
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