Brasil
19/05/2008 - 09h42

Exército vê idéia de ministro sobre Forças Armadas com ressalvas

CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
da Folha de S.Paulo

O Exército vê com ressalvas a proposta do futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de usar as Forças Armadas na defesa dos parques nacionais e das reservas indígenas e extrativistas da Amazônia. Para Minc, os militares poderiam suprir a carência de fiscais na região amazônica.

"Em termos conceituais a idéia pode ser interessante, mas é preciso ver como será aplicada", disse à Folha o general Adhemar da Costa Machado Filho, chefe da assessoria de imprensa do gabinete do Exército. Segundo Machado Filho, um patrulhamento regular e ostensivo requer "repasse de mais verbas" e "a concessão de poder de polícia".

"Pode não ser tão fácil assim, mas vamos esperar a diretriz do Ministério da Defesa", afirmou. Desde 2001, as Forças Armadas podem ser usadas pontualmente para as chamadas ações de garantia da lei e da ordem no país.

O decreto 3.897 fixou as diretrizes para o emprego das Forças Armadas em caráter emergencial. O texto prevê que qualquer ação militar de policiamento ostensivo, preventivo ou repressivo será sempre "temporalmente limitada e territorialmente especificada".

No caso da Amazônia, ações conjuntas entre militares e outros órgãos do governo são cada vez mais freqüentes. "Já fazemos esse tipo de ação, quando há um pedido do Ibama ou da Polícia Federal, por exemplo", explicou à Folha o comandante do CMA (Comando Militar da Amazônia), general Augusto Heleno.

No início de abril, Exército e Ibama atuaram juntos na desocupação de um garimpo no rio Puruí, afluente do Japurá, no Amazonas. Foram apreendidas oito dragas.

As declarações de Minc se ajustam à diretriz do governo Lula para a Amazônia. O Ministério da Defesa apresentará em agosto um novo plano para a região.

Dados recentes de desmatamento e o conflito pela demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, reacenderam o debate sobre a presença militar na Amazônia.

Em palestra no mês passado, Heleno disse que há um "vazio de poder" na região. Hoje, o Exército tem 24 mil homens em 124 organizações militares, entre brigadas, batalhões e pelotões de fronteira. O contingente deve chegar a 27 mil militares até o final do ano.

Comentários dos leitores
Humberto Alves de Souza (118) 24/08/2008 10h21
Humberto Alves de Souza (118) 24/08/2008 10h21
"CULTURA: É a resultante do trabalho humano. Dotado de inteligência, o homem modifica a paisagem da natureza, adequando-a à sua vida. Os elementos que a Terra oferece são manipulados e transformados, até atingirem a forma e funcionalidade necessárias ao uso do homem".
Jurista Paulo Nader
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Sudeste/ sudestino (61) 18/08/2008 09h17
Sudeste/ sudestino (61) 18/08/2008 09h17
Separatismo nas áreas fronteiriças da China, Caximira, Kosovo, País Basco, Iuguslávia se desintegrou por causa de etnias separadas, se extinguiu, e no Brasil, Raposa Serra do Sol em Roraima vai se separar sob a conivência dos poderes públicos?
A solução é a colonização da amazônia por brasileiros e a agricultura e pecuária para povoar a Região.
As ONGs estão promovendo o etno-separatismo dos brasileiros o governo tem que tomar uma providência. Os índios devem ser emancipados para se integrarem à cultura brasileira.
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luiz dias (293) 16/08/2008 08h04
luiz dias (293) 16/08/2008 08h04
SEGUNDO MINC O FOGO NA FLORESTA ESTÁ REDUZIDO A MÉDIA DE 60% DO TOTAL DAS QUEIMADAS.
ISTO SIGNIFICA QUE QUASE METADE DA FLORESTA AINDA ESTÁ EM CHAMAS PERMANENTES.
E AINDA TEM GENTE QUE COMEMORA ISTO.
SINCERAMENTE, É DEMAIS.
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