Brasil
19/05/2008 - 10h16

Estrada da Raposa/Serra do Sol evidencia marcas do conflito de índios e arrozeiros

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dos enviados da Folha à Raposa/Serra do Sol (RR)

A estrada da reserva Raposa Serra/Sol é cheia de pedras que ficam cada vez maiores quando se avança. O vale do arroz, local de conflito entre fazendeiros e índios, tem a terra mais fértil.

Na reserva, os índios se dividem em 194 comunidades espalhadas em 1,7 milhão de hectares. São 18 mil índios que vivem da pecuária, diz o CIR (Conselho Indígena de Roraima), que luta pela demarcação contínua da Raposa/Serra do Sol e, conseqüentemente, pela expulsão dos arrozeiros.

O vale do arroz começa a se mostrar em Vila Surumu, centro do conflito e onde está a fazenda Depósito, de 4.000 hectares, de Paulo César Quartiero, líder dos arrozeiros. Lá é a porta de entrada da reserva. Para Quartiero, Surumu é distrito da cidade de Pacaraima, da qual ele é prefeito pelo DEM.

Para chegar à Raposa/Serra do Sol, deixa-se a rodovia federal BR-174 em um ponto a 180 km de Boa Vista. São 26 km de estrada de chão até a vila que, segundo a prefeitura, tem 900 habitantes. No caminho há uma ponte destruída no confronto iniciado em março entre arrozeiros e índios.

Na vila, há um acampamento do CIR para vigília na fazenda de Quartiero. A 20 km dali, outra vila. A Folha foi informada pela Prefeitura de Pacaraima que lá existem 600 eleitores.

Mais à frente, nova ponte destruída. A estrada chamada Transarrozeira, que dá acesso a outras fazendas de produtores de arroz, fica a 40 km dali. Por lá, Quartiero tem uma segunda propriedade chamada Providência (5.000 hectares).

À frente, os índios montaram um "posto de fiscalização" para impedir que equipamentos cheguem de Boa Vista às fazendas. Seguindo a viagem, a paisagem volta a ficar árida sem o verde das fazendas.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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