Recriar a CPMF não é bom sinal para o país, diz Miguel Jorge
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) disse nesta segunda-feira que a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) "não é um bom sinal" para o país.
Jorge afirmou que não tem conhecimento sobre as discussões a respeito da implementação de um novo tributo e que só soube do assunto pela imprensa.
"Até agora não fui informado oficialmente disso. Só fiquei sabendo pelos jornais. Não seria bom. Não deveria [recriar o tributo]", disse o ministro após participar da abertura do Seminário sobre o Complexo Industrial da Saúde, na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no Rio.
Presente ao mesmo evento, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) não tomou posição sobre a recriação da CPMF. Ele limitou-se a comentar que está sendo discutido nesta segunda-feira o aumento de recursos para a pasta e que um novo tributo seria uma das opções analisadas.
Temporão mostrou-se favorável à elevação da tributação sobre as indústrias do fumo e do álcool. O ministro, no entanto, frisou que esses recursos adicionais não seriam suficientes para cobrir a demanda do ministério.
"Essa decisão caberá ao presidente Lula. Toda e qualquer estratégia que traga recursos é positiva", disse o ministro.
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