Brasil
19/05/2008 - 15h51

Ao lado de ex-ministra, Minc diz que vai manter projetos e ações de Marina Silva

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Na tentativa de mostrar união na transição de cargo na pasta do Meio Ambiente, a ex-ministra Marina Silva se reuniu nesta segunda-feira, por mais de duas horas, com o novo ministro Carlos Minc para discutir a continuidade dos trabalhos no ministério.

Ao lado de Marina, Minc assegurou que vai trabalhar para manter os principais programas e ações iniciados pela ex-ministra. "Eu converso sempre com a Marina, e espero que nossos passos tenham sustentabilidade no Senado e na Amazônia. A nossa idéia sobre desenvolvimento ambiental é idêntica. Há questões que estão acima das pessoas, questão ambiental não pode perder esta continuidade."

Marina, por sua vez, disse ter uma "trajetória de vida" em comum com o novo ministro na defesa do Meio Ambiente. Na opinião da ex-ministra, o maior desafio de Minc será garantir a agenda de sustentabilidade do Meio Ambiente no país.

Questionado se adotará um estilo de confronto, ao contrário da tranqüilidade exercida por Marina, Minc disse que também é uma pessoa paciente --por isso estaria disposto a enfrentar desafios deixados por Marina na pasta.

"Eu sou de gênero insistente, persistente. Mais cada um de nós tem o seu estilo. O presidente Lula compartilha de nossas agendas, com ações na Amazônia e regularização fundiária e ambiental."

Minc disse que o encontro foi a seu pedido e fez um apelo para que Marina continue como conselheira quando assumir o cargo. "Foi a primeira conversa, espero que não seja a última e espero que você não me deixe só", afirmou ele, dirigindo-se à ex-ministra.

Marina disse que o presidente Lula vem recebendo o apoio da sociedade para reposicionar a agenda ambiental do país --numa defesa direta à preservação do meio ambiente frente ao desenvolvimento econômico, motivo que provocou sua saída do cargo.

Amazônia

Minc ainda considerou um "disparate" os questionamentos sobre a legitimidade para o Brasil administrar a Amazônia.

"A Amazônia será nossa se tivermos a capacidade de protegê-la e impedir que vire carvão. Os programas são de nossa responsabilidade. A ajuda internacional é bem-vinda desde que ocorra em bases duráveis."

Comentários dos leitores
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Shouthem Brazil Lumber & Colonization Company do norte-americano Percival Faquhar, recebeu do governo brasileiro autorização para colonizar Paraná e Santa Catarina.
A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
2 opiniões
avalie fechar
Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
CURITIBA / PR
Desmatar a floresta Amazônica para tirar madeira de lá é sinal de que o Brasil é realmente um país muito PRIMITIVO! Explorando a floresta de um modo inteligente,realizando pesquisas, descobrindo medicamentos, se ganharia muito mais dinheiro, cultura e tecnologia!!! A floresta tem um potencial imenso, que é jogado no lixo cada vez que uma árvore cai... pra quê? Para retirar madeira de lá? Usem a Amazônia do modo correto, preservando, utilizando sem destruir. Se isso for feito,ela sempre estará lá, para gerar novos recursos. Se continuarem derrubando a floresta apenas, uma hora a fonte vai secar. Vai chegar o tempo emq ue apenas ter dinheiro não será o suficiente para sobreviver, o meio ambiente vai mostrar isso, como já está fazendo... Senadores,deputados, Sr.Presidente...estamos d eolho nas vossas ações!!! 2 opiniões
avalie fechar
Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
quero ser legal, juro que quero trabalhar legalmente, mais protocolei uma LAU, na região amazonica, para exploração de um projeto de manejo de 618 (seiscentos e dezoito hectares), que daria por volta de 21.000 m/3 de madeira legalizada, explorada como quer os bambis ambientalistas, mas até agora nem começou a andar o projeto, depois como quererm que os fazendeiros trabalhem honestamente, sejam honestos com nós e seremos o mesmo, já já
não aguento mais financeiramente, por que fica caro manter a área, e vou desmato tudo e jogo semente de capim, não está me restando outra alternativa
5 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (194)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca