Brasil
19/05/2008 - 18h01

"Tremei poluidores", diz Minc ao chegar ao Planalto para audiência com Lula

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Sem saber por qual porta do Palácio do Planalto entrar, o futuro ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) chegou à audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendendo maior rigor sobre os que cometem crimes contra a natureza. "Tremei, poluidores!", disse Minc, anunciando que tem um plano que define normas que aumentam a rigidez no combate aos crimes ambientais.

"Ministro do diálogo não significa que não vai ser duro com o crime ambiental. Pelo contrário, criar uma coordenação integrada de combate aos crimes ambientais, inteligência verde, banco de dados verde. Tremei poluidores", disse ele.

Em seguida, Minc afirmou que o texto estabelecendo os novos princípios já está pronto e seria entregue a Lula. "Os criminosos ambientais vão para a prisão", afirmou o novo ministro. "Já tenho preparado [o projeto que define o aumento do rigor] e pode ser feito por portaria ou decreto", disse ele.

Na conversa com o deputado Sarney Filho (PV-MA), líder da Frente Parlamentar do Meio Ambiente, Minc apresentou suas dez prioridades. Em cerca de uma hora de encontro, o novo ministro ouviu também de Sarney Filho que a preocupação dos parlamentares é com a Amazônia, a inclusão de propostas "verdes" na reforma tributária e as populações que moram em áreas de preservação ambiental.

"O ministro demonstrou estar interessado em fazer um trabalho correto e em parceria com a frente. Nós estamos dispostos a ajudar", disse Sarney Filho. "O ministro relatou o que fez no Rio e acredita ser possível executar em nível nacional. Mas prometeu não ceder em relação aos licenciamentos embora defenda a agilidade nas concessões."

Chatice

Depois de "jurar de pés juntos" que não viria para Brasília, Minc chegou pela manhã na cidade e manteve as queixas sobre a capital federal. Ao ser questionado se ele não temia ser repreendido por Lula por sua personalidade polêmica, o novo ministro negou o risco de veto presidencial ao seu estilo.

"Acho que sim, né?", reagiu Minc, respondendo à pergunta se seria aceito pelo presidente no estilo polêmico que o caracteriza. "Pior coisa é a chatice. Brasília às vezes é tão chata, precisa animar um pouco", afirmou ele.

Sem assessores, Minc pediu ajuda aos jornalistas para ser guiado até os elevadores para ir ao 3º andar onde fica o gabinete do presidente Lula. Confessou estar assustado com a quantidade de jornalistas que o cercavam e prometeu "falar bastante".

Comentários dos leitores
SOBERANIA EM DESTAQUE.
Ao invés de estarmos agora em 2009 discutindo possíveis candidatos e candidatas que disputarão a Presidência da República somente no último semestre de 2009 deveríamos sim aprofundar o debate na questáo da Segurança Nacional.Em primeiro lugar esperava-se que tal discussão. tão relevante para o presente e futuro do nosso país.nascesse no Poder Executivo e permeasse os integrantes dos demais poderes em especial o poder legislativo Federal e dai se alastrasse permeando as forças vivas da Nação como Imprensa,Rádio e demais veículos de comunicação.A hora é agora e o momento é somente nosso. É triste vermos que tal iniciativa já ocorre lá fora:como fez o NEW YORK TIMES que pergunta em uma reportagém: de quem seria a amazônia?ACORDA BRASIL...vamos fazer antes a lição de casa enquanto há tempo...
sem opinião
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Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
O MST bem que poderia se mirar no Greenpeace. Protesta, é certo e insofismável, mas dentro da lei, sem armas e sem o espectro da ignorância. Considero esse movimento pacífico, que parece radical, mas, só na defesa da vida, que o meio ambiente sustenta à solavancos. Um exemplo a ser seguido, sem medo e sem a vergonha de se ser humano. sem opinião
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jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
O que realmente falta para nossos governantes em relação a Amazonia e o desmatamento no Brasil e ter compotencia, pulso firme e não ter interesse em proteger certos patrocinios para futuras campanhas politicas. 1 opinião
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