Brasil
19/05/2008 - 20h32

Minc diz que Lula apóia criação de guarda nacional na Amazônia

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Após cerca de uma hora de conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o futuro ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse que toma posse na próxima terça-feira, dia 27.

Lula Marques/Folha Imagem
Minc, que toma posse no próximo dia 27, anunciou nome de secretária-executiva
Minc, que toma posse no próximo dia 27, anunciou nome de secretária-executiva

Segundo ele, recebeu apoio de Lula para levar adiante a idéia de montar uma guarda nacional ambiental nos moldes da FNS (Força Nacional de Segurança) e manter a decisão de vetar licenças ambientais para os produtores da área da Amazônia que desobedecerem as regras de preservação.

O futuro ministro disse ter escolhido hoje Isabela Teixeira como sua futura secretária-executiva no ministério. Atualmente ela é sua assessora direta na Secretaria de Meio Ambiente do Rio. Isabela é doutora em Meio Ambiente, segundo Minc.

Minc disse ainda que o presidente não fez recomendações para evite polêmicas e controvérsias, que já marcaram seus primeiros dias no governo federal. De acordo com o futuro ministro, a única recomendação que recebeu de Lula foi para manter suas idéias.

"O presidente me disse: 'A única coisa que você não pode fazer é não ter idéias. Não se furte, tenha boas idéias e não se acanhe'", afirmou Minc, depois da reunião com Lula, no Planalto. "O presidente Lula me conhece bem e sabe como eu sou. Eu não vou mudar."

A idéia da guarda nacional ambiental é que ela atue nas áreas de reserva na Amazônia, uma vez que para isso não há necessidade de mexer na Constituição nem de enviar propostas para o Congresso.

Polêmicas

Apesar do estilo polêmico, Minc evitou criticar os colegas-ministros. O futuro ministro disse que o PAS (Programa Amazônia Sustentável), apontado como a gota d'água que teria motivado a demissão de Marina Silva do governo, vai ser mantido sob a gestão do ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).

"Ele [Unger] foi designado porque entre outras coisas é um pensador e um formulador, que é respeitado pela academia", disse Minc. De acordo com ele, o ideal é montar uma equipe vinculada ao PAS para manter o diálogo com os governadores da região da Amazônia Legal (que reúne nove Estados).

Ao ser nomeado, Minc convidou o ex-governador Jorge Viana (AC) para assumir a função de secretário-executivo do PAS. Mas Viana recusou o convite.

Minc se esquivou ainda de entrar em choque com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) que disse esperar que o futuro titular do Meio Ambiente fosse menos rigoroso que Marina Silva na concessão de licenças ambientais.

O futuro ministro disse não ter ouvido as declarações de Lobão, mas adiantou que será rigoroso embora ágil na concessão de licenças. "Fui duas vezes mais rigoroso do que o padrão nacional [no Rio de Janeiro]", disse ele.

Vetos

Minc disse que o presidente Lula que mencionou a sugestão de alguns governadores para flexibilizar a liberação de créditos agrícolas para os produtores que burlarem uma ou outra regra de preservação ambiental. "O governo não vai mudar. Será mantido [o que foi definido pelo Conselho Monetário Nacional]", disse ele.

Em pouco mais de sete horas que ficou em Brasília, Minc concedeu seis entrevistas coletivas, repetindo informações e detalhando propostas que já havia comentado anteriormente.

Comentários dos leitores
SOBERANIA EM DESTAQUE.
Ao invés de estarmos agora em 2009 discutindo possíveis candidatos e candidatas que disputarão a Presidência da República somente no último semestre de 2009 deveríamos sim aprofundar o debate na questáo da Segurança Nacional.Em primeiro lugar esperava-se que tal discussão. tão relevante para o presente e futuro do nosso país.nascesse no Poder Executivo e permeasse os integrantes dos demais poderes em especial o poder legislativo Federal e dai se alastrasse permeando as forças vivas da Nação como Imprensa,Rádio e demais veículos de comunicação.A hora é agora e o momento é somente nosso. É triste vermos que tal iniciativa já ocorre lá fora:como fez o NEW YORK TIMES que pergunta em uma reportagém: de quem seria a amazônia?ACORDA BRASIL...vamos fazer antes a lição de casa enquanto há tempo...
sem opinião
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Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
Luís da Velosa (1327) 28/10/2009 17h44
O MST bem que poderia se mirar no Greenpeace. Protesta, é certo e insofismável, mas dentro da lei, sem armas e sem o espectro da ignorância. Considero esse movimento pacífico, que parece radical, mas, só na defesa da vida, que o meio ambiente sustenta à solavancos. Um exemplo a ser seguido, sem medo e sem a vergonha de se ser humano. sem opinião
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jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
jose ortega (1) 17/10/2009 08h02
O que realmente falta para nossos governantes em relação a Amazonia e o desmatamento no Brasil e ter compotencia, pulso firme e não ter interesse em proteger certos patrocinios para futuras campanhas politicas. 1 opinião
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