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Brasil
20/05/2008 - 09h33

Exército faz operação de três dias em Roraima

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HUDSON CORRÊA
enviado especial da Folha a Pacaraima (RR)

O Exército montou uma barreira na entrada de Pacaraima (RR), fronteira com a Venezuela. Cerca de 400 militares participam no município da operação Guardião da Fronteira. A cidade está na região de conflito entre índios da reserva Raposa/Serra do Sol e arrozeiros.

Segundo o Exército, a operação, que ocorre também em Bonfim, na fronteira com a Guiana Inglesa, nada tem a ver com o conflito que há quase dois meses mobiliza Força Nacional de Segurança e PF.

Na ação, que deve durar três dias, o Exército vai parar os veículos que passarem no posto de fiscalização da Secretaria da Fazenda, onde está a barreira, na entrada de Pacaraima. Os militares estão atrás de contrabando e tráfico de drogas.

Na fronteira com a Venezuela ocorre principalmente contrabando de combustível. A gasolina é vendida a R$ 1,10 no posto da fronteira. Em Pacaraima, os pampeiros (que estocam gasolina no carro Pampa) comercializam o litro a R$ 1,50 e fornecem combustível de forma clandestina em Boa Vista.

A Folha apurou que, devido ao conflito de índios e arrozeiros, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva, em Boa Vista, chegou a discutir a suspensão da operação, mas a ação, que ocorre todos os anos, foi mantida. A Guardião da Fronteira estava prevista para ocorrer há duas semanas, mas foi adiada por problemas com equipamentos.

Se não fosse por isso, teria coincidido com o dia do confronto entre índios e seguranças da fazenda de Paulo César Quartiero (DEM), prefeito de Pacaraima e líder dos produtores de arroz. O conflito ocorreu na Vila Surumu, a 60 km da barreira do Exército.

Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, considera ir à reserva por achar que a visita pode facilitar o entendimento da crise. Para ele, há "elementos contraditórios" sobre quem está com a razão.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
A politica de preservação de terras indígenas no Brasil é tão patética que da dó. Não de agora mas de anos e muitos anos atras, se criou reservas indígenas a deus dará, a mesma política de assentamentos de terra, se dá a terra e se esquece do cara, da familia do assentado. Depois de 20 anos se volta lá e se confirma que ele não esta mais lá, vendeu a terra a preço de banana, ou mesmo morreu de fome. Com os indios se faz o mesmo, o Brasil tem 8 Milhões de metros quadrados, tem terra que não acaba mais, pq se tem esses problemas???? Se o governo cria uma reserva indígena, pq não se proteje ela? Pq se deixa um grupo de garimperos chegar até lá?? Sabe e uma estupidez brutal ficar aqui discutindo o pq disso o pq daquilo, temos leis no Brasil que são como o queijop suíço, cheio de buracos, não servem p/ nada. Indios são indios, não são sem terras, não são produtores rurais, não são garimperos, são Indios. E Indios tem que ter sua terra, e ser protegidos pelo Estado, Estado quer dizer Exercito, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, etc, etc. Garimperos, Grilheiros, Invasors, tem que ser combatidos por todos aquelas instituições que protegem os Indios, é fácil e simples de entender. sem opinião
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Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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