Brasil
21/05/2008 - 09h38

Ministro diz que cabe ao Congresso achar recursos para emenda 29

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que cabe ao Congresso Nacional encontrar os recursos para financiar a emenda 29, que amplia a destinação de receitas para a Saúde.

Reportagem desta quarta-feira da Folha mostra que o governo elevou sua previsão oficial de receita para este ano em R$ 18,3 bilhões, o equivalente a quase duas vezes a arrecadação esperada com uma eventual recriação, em novo modelo, da CPMF.

Bernardo estimou que a despesa vá ficar em torno de R$ 10 bilhões e afirmou que o governo não está disposto a "acomodar" essa despesa cortando seus próprios gastos.

"Porque você acha que nós temos de resolver o problema se eles estão aprovando o projeto e não apontam a solução. Eu tenho de resolver?", afirmou o ministro.

Questionado sobre o acordo dos líderes do governo no Congresso para recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que seria utilizada com esse fim, o ministro disse que cabe ao Legislativo decidir a questão.

A emenda 29 deve ser votada na próxima semana pelo Congresso e o governo já afirmou que não irá assumir o ônus de recriar o "imposto do cheque" para financiar esse aumento de gastos.

Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse acreditar que o Congresso será responsável em apontar de onde virá o dinheiro para a Saúde.

"Se o Congresso cria uma despesa, eles têm de cancelar outra despesa igual ou apontar uma fonte de receita equivalente. O governo não é autor do projeto, portanto, não somos nós que temos de resolver esse assunto."

Comentários dos leitores
Cícero Ferreira (3) 18/07/2008 19h20
Cícero Ferreira (3) 18/07/2008 19h20
CRUZEIRO / DF
A maior injustiça é a desigualdade de tratamento as pessoas que cometem crimes, pois não existe seriedade quando se trata de punição a pessoas com poder aquisitivo alto, porquanto a lei é prevista para todo mundo independente de status social, mas o que se tem visto é um verdadeiro mar de lama em todos os segmentos no que diz respeito aos três poderes. Infelizmente existem semi-deuses da terra que não são imparciais nas suas decisões. Apelam para o lado pessoal e que muitas pessoas são execradas e rechaçadas por uma sociedade corrupta e podre e como já dizia, na década de 40, o Presidente Francês De Gaulle:"O brasil não é um País sério". Será que ele tinha razão? sem opinião
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Nilson Carletti (1) 11/07/2008 20h02
Nilson Carletti (1) 11/07/2008 20h02
CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM / ES
Cara Andreza; Como assim altos sálarios?? Você já ouviu falar de numa segunda categoria de funcionários do Banco do Brasil apelidados de genéricos? Se tratam de funcionários concursados que fazem exatamente o mesmo trabalho dos outros anteriores a 98 ganhando muito menos, poisé acho que isso fere a constituição, só pra melhor te informar o sálario de um posto efetivo desses liquido é em torno de R$900,00, acha alto? Bom se estiver lendo isso, obrigado pela atenção, e conta com você como jornalista pra dar essa força para nós trabalhadores, obrigado. sem opinião
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vicente b. neto (1) 10/07/2008 18h48
vicente b. neto (1) 10/07/2008 18h48
SAO PAULO / SP
Se a Folha tem o nome do parente do jornalista que trabalha na Polícia Federal, pq não divulga e assim termina com essa polêmica, onde quem perde é o povo? sem opinião
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