Governo e oposição fecham acordo para encerrar CPI sem acareação
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Em um acordo costurado entre a base aliada do governo e a oposição, a CPI dos Cartões Corporativos encerrou extra-oficialmente suas atividades nesta quarta-feira sem conseguir esclarecer detalhes sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O governo esvaziou a sessão para evitar a votação do requerimento de acareação de José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, com André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
A oposição, por outro lado, também não compareceu à CPI para forçar a votação do requerimento. A sessão acabou encerrada por falta de quórum. Como os governistas têm ampla maioria na comissão, já se mobilizaram para impedir a aprovação da acareação na próxima terça-feira ou de qualquer outro pedido para a convocação de suspeitos de envolvimento no dossiê --o que abre caminho para a apresentação do relatório final do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).
A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse que só poderá dar continuidade aos trabalhos da comissão se os requerimentos forem aprovados. Do contrário, vai permitir a leitura do relatório final de Sérgio na semana que vem.
"Na terça-feira, se não votarem favoravelmente o que vou colocar em votação, parto para a leitura dos relatórios. Temos dois sub-relatórios e o relatório final e podemos ter um relatório paralelo", afirmou a senadora.
Sérgio, por sua vez, manteve a previsão da leitura do seu relatório no dia 29. O deputado disse que não pretende incluir as investigações sobre o dossiê no texto final da comissão. Entre os integrantes da CPI, a maioria defende que a Polícia Federal fique com a responsabilidade de investigar o vazamento da Casa Civil que deu origem ao dossiê anti-FHC.
"Caberá ao inquérito da PF esclarecer este tema do vazamento. Não acredito que a CPI, por mais que busque, seja mais eficaz que a Polícia Federal", disse.
Acordão
Os integrantes da CPI negam que tenham fechado qualquer acordo para não finalizar o depoimento de Aparecido e dar continuidade nas investigações sobre o dossiê. A Folha Online apurou que, diante da maioria governista na CPI, a oposição aceitou desistir da acareação para concentrar esforços no relatório paralelo que pretende apresentar na semana que vem como contraponto ao texto de Sérgio.
"O que aconteceu hoje foi uma manobra do governo para impedir a acareação. O DEM continua na oposição ferrenha, e o PSDB acredito que também. Mas não posso garantir pelos outros partidos", disse o deputado Índio da Costa (DEM-RJ).
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) denunciou o suposto "acordão" ao afirmar que considerou "estranho" Serrano ter encerrado tão rapidamente a sessão em que Aparecido continuaria a ser ouvido.
"Pessoas inscritas para inquiri-lo [Aparecido] estavam na comissão e desistiram, como o deputado Nilson Mourão [PT-AC]. O senador Flexa Ribeiro [PSDB-PA] chegou, mas a presidente encerrou os trabalhos. A tolerância que vimos todos os dias em relação ao horário não vimos hoje", criticou.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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