Brasil
21/05/2008 - 12h52

Desmatamento em Mato Grosso cresceu mais de 60% no ano, diz Minc

LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) vai divulgar novas estatísticas sobre desmatamento na Amazônia na semana que vem que mostrarão que o índice de Mato Grosso cresceu mais de 60% nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período no ano passado. A afirmação foi feita na manhã desta quarta-feira pelo futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O alerta do instituto sobre o aumento do desmatamento na Amazônia divulgado em janeiro --3.235 km2 de floresta nos últimos cinco meses de 2007-- gerou embate entre o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR-MT), e a ex-ministra Marina Silva. Maggi, na época, chamou de despreparada a então ministra, que apontou a o aumento da produção de soja e carne como um dos principais responsáveis pelos índices considerados altos por ela.

"Na segunda-feira [26] o Inpe vai divulgar novas estatísticas de desmatamento e vai ser de novo um dado ruim e, para variar, será de mais de 60% em Mato Grosso", declarou Minc, em entrevista coletiva nesta manhã, no Rio, para apresentar a nova secretária estadual do Ambiente do Rio, Marilene Ramos, que comandava a Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado do Rio).

O novo ministro classificou como "egoísta" a atitude de Maggi de se negar a fornecer efetivo policial para o projeto da Guarda Nacional Ambiental, que, segundo ele, será formada por policiais de todo o país para atuar nas áreas de preservação ambiental da União. Minc afirmou ontem ter obtido o aval de Lula para tocar o projeto.

"O Lula deu o 'ok'. Então ele [Blairo Maggi] não tem mais que brigar comigo, tem que brigar com o Lula, se quiser", afirmou o novo ministro, depois de, em tom de brincadeira e em conversa informal, dizer que ia "chamar o Blairo" para o ministério.

Comentários dos leitores
Humberto Alves de Souza (114) 07/07/2008 15h27
Humberto Alves de Souza (114) 07/07/2008 15h27
JUAZEIRO / BA
Enquanto se dificulta a colonização da amazônia com brasileiros, se facilita a compra de terras por estrangeiros. Essa é a famosa incoerência brasileira.
"Para o efeito de aquisição de propriedade rural no território nacional, é necessário constar da escritura prova de residência no território nacional (art.9º da lei nº 5.709, de 07-10-1971)."
Faço mais esta pergunta: Estão cumprindo esta determinação legal? Se não, todo negócio jurídico é nulo, no mínimo anulável.
Concordo com o sudestino, devemos construir uma nova Capital Federal no coração da amazônia.
sem opinião
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Manoel Joaquim (92) 07/07/2008 15h03
Manoel Joaquim (92) 07/07/2008 15h03
PONTA GROSSA / PR
Meus textos hoje foram todos censurados.
Tudo na vida há que se ter limites, principalmente em se tratando de chatice, mas aqui não é o que presenciamos, por um lado, enquanto reclamamos que nossos textos não são publicados, por outro somos obrigados a constatar a chatice do mesmo de sempre, o reporter do PT News, 24 horas de plantão, em tempo real sendo postado.
Se ao menos escreve algo de útil ao país, mas não é o caso, em plena era de colonização estrangeira da Amazônia, terras vendidas a preço de bananas, ou até cedidas em concessão pelo governo do PT, com aval de ONGs estrangeiras, somos obrigados a ler o que segue:
"Agóra se é para ESPECULAÇÃO COMO ESTA ACONTECENDO, temos que colocar as barbas de molho, pois nossa nação é grande e séria."
.
Pelo amor de Deus moderação, se o cara não se toca do tanto que é chato e inconveniente, coloquem limites ao mesmo, está intolerável escrever aqui, com a presença desse debochado do PT News escrevendo em todas as seções, e sendo publicado em tempo real, encabeçando com seus grotescos e propositais erros de português em todas as páginas do site.
26 opiniões
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Marcos Carneiro (9) 07/07/2008 13h52
Marcos Carneiro (9) 07/07/2008 13h52
Tirando de lado o problema de fronteiras, que é muito pequeno e de fácil solução. Falei anteriormente da "guerra desarmada" poderosíssima e silenciosa que enfrentaríamos na Amazonia, patrocinada por países interessados na região através de grupos empresariais e ONG's. Os primeiros compram as terras, os segundos investem na "reeducação" prá não dizer treinamento dos "nativos", usando a bandeira da Ecologia. Falam até em não reconhecimento pelos indígenas do Estado Brasileiro. Se muitos pensam que "eles" estão preocupados em proteger o "pulmão" do mundo em nome da humanidade. É pura balela. Sabemos que uma floresta tropical adulta, consome a noite todo o oxigenio produzido durante o dia na fotossíntese. O grande interesse "deles"está nos nossos tesouros (desconhecidos) que estão representados em energia limpa, minerais valiosos, água doce, e a imensa biodiversidade que com certeza guarda a cura de inumeros males da humanidade. Já que o governo federal cria ministérios todo mês, porque não criar um super Ministério, em que o Ministro não fosse político e nem fosse nomeado por políticos... E que o mesmo tivesse um conselho formado por cientistas de todas as áreas, com poder de decisão. Para cuidar e gerenciar a Amazonia. Apesar de ser um sonho ver alguma coisa funcionando corretamente no Brasil... Vou continuar sonhando. 5 opiniões
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