Brasil
21/05/2008 - 13h45

Contrário à energia nuclear, Minc diz que aceitará construção de Angra 3 porque é "governo"

LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quarta-feira que não vai se opor à construção da usina nuclear de Angra 3, no sul do Estado do Rio, caso a licença ambiental seja aprovada pelo Ibama.

Minc, assim como a ex-ministra Marina Silva, é contrário à produção de energia nuclear e à reativação de Angra 3, mas disse hoje que agora "sou do governo".

Atualmente, o Ibama analisa a concessão de uma licença ambiental primária a Angra 3. "Sou um adversário do uso da energia nuclear, mas sou do governo. O processo [de licenciamento ambiental] está em andamento no Ibama, e vou ter que cumprir o que for determinado", declarou Minc, em entrevista coletiva nesta manhã, no Rio. "Não tenho a pretensão de ser o cara mimado que vai impor o tempo todo as convicções, acho que tenho que no máximo tratar com rigor o que for decidido."

Minc anunciou ainda a criação de um decreto determinando que indústrias que utilizam matrizes fósseis tenham que gerar algum tipo de energia renovável para compensar. O projeto também já tem o aval do presidente Lula, segundo o novo ministro. "Ele [Lula] adorou a idéia", afirmou.

Comentários dos leitores
victor paoleschi (1) 23/07/2008 00h12
victor paoleschi (1) 23/07/2008 00h12
SAO PAULO / SP
Estes decretos sao válidos, uma vez que somente através da fiscalizaçao torna-se possivel a aplicaçao e cumprimento das leis, e ela surge num momento importante visto o quadro de desmatamento nas nossas florestas. Porem, espera-se que essa medida seja posta em prática e que nao seja mais uma das promessas de seu Minc ao tomar posse do cargo de ministro. sem opinião
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Gabi Rosa (2) 17/07/2008 14h57
Gabi Rosa (2) 17/07/2008 14h57
SAO PAULO / SP
Nos dias de hoje um assunto bastante polemico é a internacionalização da amazonia, na qual essa rica floresta seria um 'patrimonio mundial' e isso só mostraria a incapacidade de manejo do Brasil.Assim como o ministro do meio ambiente,Carlo Minc, acredito que um fundo internacional de arrecadação de dinheiro ajudaria na conservação da Floresta e não ameaçaria a soberania nacional de nosso país.A partir do momento que a questão da Amazonia virou um problema nao só de interesses do Brasil mas como de todo o mundo, principalmente grandes potencias como os EUA, com interesses economicos,ser 'ajudado' de certa forma da maneira mais convencional atualmente que é por dinheiro isso nao significa nenhuma humilhação ao nosso país. 3 opiniões
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Renato De Aguiar (4) 12/07/2008 07h52
Renato De Aguiar (4) 12/07/2008 07h52
Amazonas tornou-se um foco de atenção internacional. Parece piada, mas vamos fazer um paralelo com movimento dos sem terras : em teoria, para os sem terras, a parte de uma fazenda, que o fazendeiro não liga e não cuida, deveria ser doada para quem necessita. Os "Países sem terras" pensam da mesma forma. É o que chamamos de microcosmo e macrocosmo. Daqui de fora, só escutamos falar que a Amazonas esta sendo destruída. Tornou-se uma frase em si própria. Se alguém pronuncia a palavra Amazonas entendemos : "A Amazonas esta sendo destruída". Eles não sabem que a Amazonas é um estado com mais de 3 milhões de habitantes. Para o estrangeiro iletrado, a Amazonas é uma fazenda onde todo mundo pode roubar madeiras e queimar a floreta. Eu acho que a primeira medida é "redourar o brasão" do estado do Amazonas, com a participação do governo federal e ambos investindo massivamente para estancar esta hemorragia notória. Chegou a hora de agir da mesma forma que o Brasil agiu fortificando as fronteiras do sul apos a guerra da tríplice aliança em meados do seculo 19. Deveríamos lançar concursos favorizando projetos para convidar brasileiros das conglomerações à irem para lá. 8 opiniões
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