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Brasil
21/05/2008 - 16h22

Presidente da Funai critica ataque de índios a engenheiro da Eletrobrás no Pará

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Márcio Meira, criticou nesta quarta-feira a agressão sofrida pelo engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende por um grupo de índios na região de Altamira (PA).

Segundo Meira, nada justifica um ato de violência. Ele disse ainda que a instituição mantém um diálogo permanente com a etnia caiapó cujos integrantes são suspeitos de terem cometido as agressões. Para Meira, a agressão foi "um fato isolado motivado pelo clima da discussão".

"Isso provoca revolta. Não há justificativa em hipótese nenhuma. Não podemos aceitar", afirmou Meira, depois de uma audiência no Palácio do Planalto. De acordo com ele, as agressões contra o engenheiro foram "um fato isolado motivado pelo clima da discussão".

Meira afirmou também que a prática do diálogo é permanente entre a Funai e as diversas etnias existentes no país. "A Funai sempre tem dialogado com os caiapó. Qualquer atitude de uso da violência não é a melhor forma. Não é recomendável, não leva a nada", disse ele.

A Polícia Federal em Altamira instaurou um inquérito para investigar a agressão sofrida pelo engenheiro durante encontro para discussão da construção de barragens na bacia do rio Xingu e a hidrelétrica de Belo Monte.

Rezende discursava para uma platéia de cerca de 1.000 pessoas quando representantes de diversas etnias, principalmente do grupo caiapó, começaram a gritar, cantar, dançar em círculos e se aproximar lentamente de onde estavam os palestrantes. Armados de facões e bordunas, eles cercaram o grupo e não deixaram ninguém sair. A confusão foi acompanhada por policiais militares, que não interferiram.

Até ontem à noite, o agressor não havia sido identificado. O engenheiro registrou boletim de ocorrência na delegacia. Em nota, a diretoria-executiva da Eletrobrás manifestou "indignação" e informou que "tomará todas as providências necessárias para que os responsáveis pela agressão sejam punidos".

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
A politica de preservação de terras indígenas no Brasil é tão patética que da dó. Não de agora mas de anos e muitos anos atras, se criou reservas indígenas a deus dará, a mesma política de assentamentos de terra, se dá a terra e se esquece do cara, da familia do assentado. Depois de 20 anos se volta lá e se confirma que ele não esta mais lá, vendeu a terra a preço de banana, ou mesmo morreu de fome. Com os indios se faz o mesmo, o Brasil tem 8 Milhões de metros quadrados, tem terra que não acaba mais, pq se tem esses problemas???? Se o governo cria uma reserva indígena, pq não se proteje ela? Pq se deixa um grupo de garimperos chegar até lá?? Sabe e uma estupidez brutal ficar aqui discutindo o pq disso o pq daquilo, temos leis no Brasil que são como o queijop suíço, cheio de buracos, não servem p/ nada. Indios são indios, não são sem terras, não são produtores rurais, não são garimperos, são Indios. E Indios tem que ter sua terra, e ser protegidos pelo Estado, Estado quer dizer Exercito, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, etc, etc. Garimperos, Grilheiros, Invasors, tem que ser combatidos por todos aquelas instituições que protegem os Indios, é fácil e simples de entender. sem opinião
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Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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