Brasil
22/05/2008 - 10h34

Painel da Folha: Governo encomenda estudo sobre recriação da CPMF

da Folha Online

Diante da dúvida sobre a possibilidade de recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) por lei complementar, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), foi incumbido de encomendar ao secretário da Receita, Jorge Rachid, um estudo jurídico-tributário que embase o melhor caminho para a proposta, informa nesta quinta-feira o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (o "Painel" está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Apesar de os ministros e líderes aliados no Congresso repetirem o bordão de que o governo não se envolverá na criação da "nova CPMF", o Executivo vai costurar e dar respaldo técnico para tocar o projeto.

Segundo o "Painel", na próxima terça, caberá ao ministro José Gomes Temporão (Saúde) pilotar um novo almoço de líderes para alinhavar a proposta e colocá-la para andar em tempo recorde.

A oposição, por sua vez, promete recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir a recriação da CPMF na Câmara caso os parlamentares insistam em um projeto de lei complementar para aprovar a contribuição em meio às discussões da emenda 29 --que amplia os recursos para a saúde.

Os oposicionistas argumentam que o Legislativo não tem poderes para criar impostos, argumento sustentado pela Constituição Federal. "Se esse absurdo prosseguir na Casa, temos que fazer uma avaliação de sanidade no Congresso. O único caminho seria recorrer ao STF", disse o líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA).

A oposição ficou irritada com a manobra do governo em recriar a CPMF por meio de projeto de lei complementar --que necessita de um quórum menor de parlamentares para ser aprovada nos plenários da Câmara e do Senado do que a proposta de emenda constitucional. Apesar de admitir que não têm número suficiente de parlamentares para barrar a CPMF na Câmara, DEM e PSDB se articulam para derrotar a contribuição no Senado.

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), disse que a oposição vai impedir a aprovação da CPMF no Senado, uma vez que a Casa já derrotou a sua continuidade no final do ano passado. Na Casa Legislativa, a oposição conta com a adesão do grupo de senadores "independentes" que, apesar de integrarem a base aliada, votam sistematicamente com o DEM e PSDB.

"Isso é um desrespeito ao Senado. O Congresso disse não à CPMF no ano passado, qualquer subterfúgio é um desrespeito a nós. Acho que temos que mobilizar a sociedade contra isso", afirmou.

Líderes da base aliada encontraram uma brecha constitucional para permitir a recriação da CPMF com alíquota de 0,10% por meio de lei complementar de iniciativa do Congresso.

Os parlamentares argumentam que, apesar de a Constituição Federal vetar ao Congresso a criação de novos impostos por considerar que é uma atribuição do Executivo, existe uma jurisprudência do STF que abre caminho para a recriação da CPMF por meio de lei complementar de iniciativa da Câmara.

A lei complementar é a alternativa mais "simpática" aos governistas porque precisa de maioria absoluta no plenário para ser aprovada. Os governistas não querem recorrer a uma PEC (proposta de emenda constitucional) que, para ser aprovada, precisa de pelo menos 308 votos de deputados e 49 de senadores. A idéia é apoiar uma contribuição nos moldes da extinta CPMF, com alíquota de 0,1% e permanente.

A íntegra do "Painel" está na Folha desta quinta, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
josé reis barata barata (1424) 13/06/2008 11h39
josé reis barata barata (1424) 13/06/2008 11h39
ARACAJU / SE
S. Levy, sem palavras, bastam as suas.Difíceis de contestar, em especial, quanto a mais justa indignação , e, quando há emoção, verdadeira e honesta, prepondera o coração; que, tem razões, que a própria razão desconhece.
Cordiais saudações, barata.
sem opinião
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S Levy (108) 13/06/2008 11h10
S Levy (108) 13/06/2008 11h10
MIG, pronto, o nome do projeto é 'Proposition 13'. Isso foi nos anos '70 porém com conseqüencias até hoje. É conhecido também como o Jarvis-Gann Initiative devido a altissimas taxas sobre a propriedade, na California. Isso levou a uma revolta contra o governo. Ai em seguida foi passado um 'Proposition 4' Amendment, Essas Proposals reduziram os impostos em 57%. que entre outras coisas obrigaram o governo local cortar suas próprias despesas ou melhor, gastos. Esses projetos obrigam o governo a devolver aos contribuintes os excedentes arrecadados. O Gann Limit como é chamado,impõe limites no que o governo pode gastar, calculados de acordo com o municipio e sua respectiva população. P. ex. No ano fiscal de 1986-87, $1.1 bilhão de Dólares foi devolvido aos contribuintes dentro dessas limitações. Tudo isso é controlado pela própria popuulação. É isso MIG que chamo de cidadania e civismo, não as leis tupiniquins a nós impostas por governantes primitivos e gananciosos os quais têm também como respaldo outro setor de assaltantes - os bancos - além como ja disse antes, duma população egoista, egocentrista, que deveria se levantar e rebelar contra esse estado de coisas. Como fazer isso? É fácil, todos poderiam apresentar sugestoes a ser discutidas e aplicadas em seguida. Por enquanto meu voto continuara anulado. Abraços. sem opinião
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S Levy (108) 13/06/2008 05h12
S Levy (108) 13/06/2008 05h12
Sr. MIG continuando, (faltou espaço na msg. anterior), eu NÃO sou PTista, muito ao contrário, venho dum pais onde reinava o terrorismo 'comuna' e sei perfeitamente mais que bem o que significam governos prepotentes, ditadoriais, imb-ecis, incompetentes, omissos., corruptos, lotados de va-ga-bundos. É por isso mesmo que estou fazendo as formlidades para cair fora, igualzinha a uns 3 milhões que tiveram o bom senso e a visão de se mandarem já faz vários anos. É o caso hoje de aplicar o ditado: '"e o último a sair, apague as luzes." Aqui, alem de sermos lesados por todos os meios esse governo insulta nossa inteligência contando lorotas de como controlará tudo bem melhor. Bem melhor? com o dinheiro de quem? Nao falo somente do PT, é so analisar os governos anteriores... vc acha que FHC, Figueredo, Castelo Branco, etc. etc. eram melhores? Durante a ditadura militar pelo menos tinhamos segurança nas ruas, quanto aomresto, sem comentários. Hoje nem isso temos. Isso ai virou um p.. dum b...l !! Como dizem os Argentinos: Hay Gobierno, Soy Contra; e os Italianos: Ma come piove governo maledetto... 2 opiniões
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