Dilma assume maternidade do PAC e elogia Marina Silva no "Programa do Jô"
MARIANA SANT'ANNA
colaboração para a Folha Online
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse, nesta segunda-feira, que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tem uma família grande, formada por ministros, governadores e prefeitos envolvidos nas obras do programa. Dilma, que é chamada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "mãe do PAC", admitiu que é uma "mãe cuidadosa". A ministra foi entrevistada no "Programa do Jô", da Globo, que vai ao ar na noite desta segunda-feira.
"Em que pese eu ser uma mãe cuidadosa, o PAC tem uma família grande. Tios, primos, primas, avós, e todos muito zelosos. Quem são eles? São os ministros das áreas, Cidades, das Minas e Energia, vários ministros, mas também são os governadores e os prefeitos", afirmou ela no "Programa do Jô".
Vestindo um terno vermelho, cor do PT, Dilma falou à vontade sobre as realizações do governo Lula, mas gaguejou ao ser questionada sobre o arquivo contendo os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A ministra negou, mais uma vez, que o governo tenha feito um dossiê.
"Eu vou repetir a mesma declaração que eu venho dando. Nós fizemos um banco de dados e isso estava claramente explicado para os senadores, até porque nós respondemos um pedido de informação do senador Arthur Virgílio em que ele solicitava os dados de 95 a 2002 de dois ministros. Naquela oportunidade, setembro de 2005, nós falamos para ele que estávamos fazendo um banco de dados e que quando ele estivesse pronto nós disponibilizaríamos", afirmou Dilma.
Segundo ela, o banco de dados foi montado para facilitar o acesso do TCU (Tribunal de Contas da União) às informações de gastos dos governos. Dilma afirmou, firmemente, que apesar de os dados de gastos de presidentes serem sigilosos, eles são auditados pelo TCU.
Questionada sobre a necessidade de os gastos serem sigilosos, a ministra afirmou que o motivo é para evitar ameaças à segurança do presidente, do vice-presidente e de governantes que visitem o país.
"É considerado problema de segurança para presidente, vice-presidentes e dignatários estrangeiros que vêm ao Brasil. Quando vem um presidente da República de outro país, geralmente vem toda a sua equipe de segurança e há um controle bastante rígido de alimentação, hospedagem e transportes. Porque pode envolver alguma ameaça à segurança dos referidos presidentes. Então não se divulga aonde se compram as coisas", explicou.
Marina Silva
Dilma evitou criticar a ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente), que pediu demissão do governo há duas semanas. Para Dilma, Marina cumpriu seu papel no ministério.
"Eu acho que a Marina deu uma grande contribuição para o governo. No Brasil, quando se licitava hidrelétrica, ninguém perguntava se tinha licença ambiental, se ela podia sair ali, se a quantidade de reservatório estava certa. Uma das contribuições que a Marina deu no processo de discussão foi que nós introduzimos na lei a obrigatoriedade de fazer licença ambiental antes de qualquer licitação", elogiou.
Dilma também comentou o período em que lutou contra a ditadura militar. A ministra desmentiu que saiba montar e desmontar um fuzil rapidamente e negou participação no roubo de cofre do ex-governador Adhemar de Barros. "Tem muita lenda, né, Jô", disse.
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America Latina vai muito mal e dá até vergonha dos governantes. Populistas demagogos bregas.
E assim continuam a ser quintal de Norte-Americanos e Europeus.
Parabéns ao eleitorado exigente do cone sul!
[]s
Eduardo.
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