Maioria na CPI, governistas rejeitam pedido de informação à montadora do dossiê
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Na estratégia da base aliada do governo de impedir a aprovação de todos os requerimentos apresentados na CPI dos Cartões Corporativos nesta terça-feira, a comissão rejeitou pedido de informações à diretora de Recursos Logísticos da Casa Civil, Maria de la Soledad Castrillo, para que explicasse por escrito à comissão detalhes sobre a montagem do dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo reportagem da Folha, Marisol --como Soledad é conhecida na Casa Civil-- montou a planilha em Excel e deu formato ao dossiê anti-FHC.
A oposição apresentou, inicialmente, requerimento para a convocação de Soledad. Ao perceber que os governistas rejeitariam o texto, substituíram a convocação por um pedido de informações da secretária à comissão --o que deveria ser feito no prazo de 24 horas. Apesar da mudança, os governistas rejeitaram o pedido de informações por 12 votos a três.
"Nós transformaríamos o pedido em ofício de informações para que ela responda qual o papel que lhe coube na elaboração do documento", argumentou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
Apesar dos apelos da oposição, os governistas se mobilizaram para também rejeitar o pedido de informações. "A oposição de novo apresenta argumentação frágil, não tem consciência do que quer. O que a oposição quer é criar crise política para um governo que está dando certo. Eles tentam de todas as artimanhas para buscar alguém da Presidência da República", disse o deputado Carlos Willian (PTC-MG).
Rejeitados
A CPI rejeitou uma série de requerimentos de convocação nesta terça-feira dentro da estratégia do Palácio do Planalto de acelerar o fim dos trabalhos da comissão. Os governistas impediu a convocações de Marcelo Veloso, assistente de auditoria da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil, apontado por José Aparecido Nunes Pires, que foi seu chefe imediato, como participante da montagem do "banco de dados" com informações da gestão FHC.
A comissão também rejeitou as convocações de Marco Pólo e Nélio Lacerda Wanderlei, citados por Aparecido como participantes de um almoço no Clube Naval de Brasília em que o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil teria discutido o dossiê com o assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes. Marco Pólo é servidor do TCU (Tribunal de Contas da União) cedido ao Senado, enquanto Nélio Lacerda é atualmente chefe do departamento de Extinção e Liquidação do Ministério do Planejamento.
O único requerimento aprovado pela CPI, com o aval dos governistas, é o que autoriza o envio à Polícia Federal da íntegra do depoimento prestado por Fernandes à comissão. Os parlamentares ainda rejeitaram a convocação do secretário de administração da Casa Civil, Norberto Temóteo, apontado como o responsável por coordenar os trabalhos de montagem do dossiê, assim como impediram a acareação de Aparecido com Fernandes.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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