Deputado suspeito de abuso econômico nega irregularidades
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O deputado Juvenil Alves (PRTB-MG) afirmou nesta terça-feira desconhecer a representação contra ele encaminhada pelo corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE). Mas ressaltou que pretende apresentar sua defesa à Mesa Diretora da Casa e ao Conselho de Ética da Câmara.
Em nota divulgada por sua assessoria, o parlamentar informa que "não tem contra si nenhuma representação perante à Comissão de Ética [Conselho de Ética] da Câmara dos Deputados".
Porém, em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira, o corregedor afirmou que havia um processo contra Juvenil e que sua decisão era recomendar a cassação por quebra de decoro parlamentar. Segundo Inocêncio, Juvenil cometeu "abuso econômico".
À Folha Online e em nota oficial, Juvenil rebateu a informação de Inocêncio. De acordo com o deputado, o que há contra ele na Câmara é a análise de uma decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Minas Gerais, que cassou seu diploma por denúncias irregularidades eleitorais.
Juvenil ressaltou ainda que o caso aguarda julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). "O deputado acredita que o Tribunal Superior Eleitoral, sendo uma Corte Superior e isenta de pressões paroquiais, julgará o recurso à luz da Constituição Federal e anulará a decisão de primeira instância. O deputado comunica ainda que está em pleno exercício do mandato de deputado federal", diz a nota divulgada por sua assessoria.
No entanto, deputados que acompanham o processo político na Câmara afirmam que também pesou contra Juvenil o fato de ele ter sido apontado pelo Ministério Público Federal como integrante de uma organização criminosa internacional denominada de "blindagem patrimonial".
O esquema, desmontado pela Polícia Federal em 2006, pode ter gerado aos cofres da Receita Federal um prejuízo de R$ 1 bilhão. À Folha Online, Juvenil disse que esse fato não está sendo analisado pela Câmara.
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