Paulinho diz vai explicar sua inocência no Conselho de Ética da Câmara
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), disse nesta terça-feira que vai conseguir explicar no Conselho de Ética da Câmara que é inocente nas denúncias de envolvimento em um esquema de fraudes de empréstimos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Paulinho disse considerar o conselho como o fórum ideal para apresentar as suas explicações.
"Eu acho que no Conselho de Ética eu vou ter oportunidade de explicar essa perseguição política que estou sofrendo. No conselho, vou poder falar mais com cada um", afirmou o deputado.
O esquema de desvios no BNDES foi desmantelado pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. Paulinho disse que, ao invés de a PF lhe pedir explicações sobre o caso, deveria endurecer as investigações sobre o consultor Marcos Vieira Mantovani --suspeito de integrar o esquema de fraudes-- e ao ex-assessor da Força Sindical João Pedro Moura, preso pela PF e apontado pela Procuradoria da República como o principal responsável pelo esquema de desvio de verbas do BNDES.
"O que eu não posso é explicar uma conversa de duas pessoas [Moura e Mantovani] que disseram que usaram o meu nome indevidamente. E se usou o meu nome indevidamente, tem que falar com eles, não comigo", enfatizou.
De acordo com o inquérito da PF, os integrantes da suposta quadrilha teriam recebido R$ 2 milhões após liberações de três financiamentos recentes do BNDES --dois para as Lojas Marisa e um para a Prefeitura de Praia Grande.
O corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), decidiu recomendar à Mesa Diretora da Casa a perda de mandato de Paulinho após investigar o suposto envolvimento do deputado com as fraudes.
Para Inocêncio, as justificativas de Paulinho são vazias e improcedentes. "É caso para perda de mandato. Não temos dúvidas de sua culpabilidade. A situação é gravíssima", disse o corregedor.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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