Procurador-geral recebe inquérito que cita Paulinho no esquema do BNDES
da Folha Online
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, recebeu do STF (Supremo Tribunal Federal) o inquérito que cita o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), na investigação da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal --que desarticulou suposto esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Segundo a assessoria da PGR (Procuradoria Geral da República), Souza recebeu o inquérito do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, que enviou um CD com cerca de 2.000 páginas da investigação.
O procurador-geral disse que vai analisar os documentos com "maior brevidade" possível. Após a análise, ele deve decidir se pede ao STF a abertura de inquérito contra Paulinho ou não.
"Quais as iniciativas [a serem tomadas] vão depender das convicções que esses documentos possam motivar", afirmou Souza.
O envio do inquérito ao STF foi solicitado pelo Ministério Público Federal, uma vez que Paulinho tem foro privilegiado por ser deputado federal.
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra os envolvidos no suposto esquema do BNDES no início do mês. A Justiça Federal de São Paulo acatou o pedido e abriu processo contra 13 pessoas investigadas.
Perda de mandato
O corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), decidiu recomendar à Mesa Diretora da Casa a perda de mandato de Paulinho após investigar o suposto envolvimento do deputado com as fraudes no BNDES.
Para Inocêncio, as justificativas de Paulinho são vazias e improcedentes. "É caso para perda de mandato. Não temos dúvidas de sua culpabilidade. A situação é gravíssima", disse o corregedor.
Paulinho disse que está sendo vítima de uma perseguição política e que vai conseguir explicar no Conselho de Ética da Câmara que é inocente nas denúncias de envolvimento no suposto esquema. O deputado disse considerar o conselho como o fórum ideal para apresentar as suas explicações.
"Eu acho que no Conselho de Ética eu vou ter oportunidade de explicar essa perseguição política que estou sofrendo. No conselho, vou poder falar mais com cada um", afirmou o deputado.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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