Brasil
27/05/2008 - 20h18

Funasa admite corte no orçamento da saúde indígena nos Estados

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da Folha Online

A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) admitiu em nota divulgada nesta terça-feira que houve corte no orçamento da saúde indígena nos Estados devido à redução dos recursos repassados pelo Ministério da Saúde.

Segundo a Funasa, como conseqüência do corte, o repasse para os 34 Dseis (distritos sanitários especiais indígenas), que coordenam os trabalhos nas aldeias, teve de ser reduzido.

No documento, a Funasa diz que solicitou ao ministério no dia 30 de abril a recomposição orçamentária. "Tão logo o valor pleiteado seja atendido pela administração federal, os tetos dos Dseis deverão receber a complementação conforme os recursos orçamentários para 2008", afirma a fundação na nota.

O repasse de verba para uma ONG (organização não-governamental) que ajuda no atendimento à saúde indígena em Mato Grosso motivou a invasão da sede da Funasa em Cuiabá (MT) ontem.

Segundo informações da Funasa, ao menos 80 índios das etnias irantxe e mynky ocupam desde ontem à noite a sede da fundação mas não há funcionários no local.

"A Funasa está tentando, de todas as formas, resolver, da maneira mais rápida possível, o impasse, para que a coordenação possa retomar os seus trabalhos", diz a Funasa na nota.

Segundo a fundação, o repasse não foi feito devido à dificuldade na prestação de contas da ONG Opan (Organização Amazônia Nativa), que complementa o serviço de saúde indígena no Estado.

A Funasa explica na nota que o processo de prestação de contas está sendo avaliado pelo Ministério Público Federal e deverá ser encaminhado amanhã à fundação.

"Portanto, não poderá ser repassado qualquer recurso a Opan enquanto o órgão de controle do MPF não enviar o processo à Funasa", afirma o documento.

Curitiba

A assessoria da Funasa também confirmou que cerca e 70 índios invadiram na tarde desta terça-feira a sede da Funasa em Curitiba (PR). A fundação não informou a motivação do protesto nem se há reféns no local.

Comentários dos leitores
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. sem opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 1 opinião
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Tiago Garcia (38) 17/11/2009 17h34
Tiago Garcia (38) 17/11/2009 17h34
Se o Estado falha em comparecer e dar proteção a estes silvícolas acho, em minha opinião, que eles tem todo direito de se organizarem e de se protegerem.
E pela boa iniciativa deles de se submeterem ao Estado Brasileiro e nossas leis demonstram muito boa vontade com a nação e merecem sim ser amparados visto a peculiaridade da situação de isolamento e as dificuldades que as policias atuais passam para protege-los.
Apoio a idéia.
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